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MADRID 7 jul. (EUROPA PRESS) -
O Centro Europeu para a Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) recomendou que sejam tomadas precauções contra picadas de mosquitos e carrapatos, devido às doenças que eles podem transmitir, para que as pessoas possam aproveitar o verão com segurança.
O ECDC destacou que o verão oferece oportunidades para viajar, passar mais tempo ao ar livre e se reunir com familiares e amigos, mas justamente essa combinação, aliada às temperaturas mais altas e às mudanças nas condições ambientais, aumenta o risco de contrair doenças infecciosas.
Por isso, o ECDC instou a seguir algumas medidas simples de prevenção para evitar, por exemplo, as doenças transmitidas por mosquitos, entre as quais se encontram a dengue, a chikungunya e a infecção pelo vírus do Nilo Ocidental, que estão se tornando uma “preocupação crescente” para a saúde pública na Europa.
Embora a dengue e a chikungunya continuem sendo associadas principalmente a viagens internacionais, o ECDC destacou que a transmissão local está se tornando cada vez mais frequente em algumas regiões da Europa onde já estão presentes os mosquitos transmissores desses vírus. Como exemplo, o ECDC destacou que o vírus do Nilo Ocidental já está presente em vários países europeus.
Nesse contexto, o ECDC instou os viajantes a consultarem as recomendações sanitárias antes de partirem e a tomarem medidas para prevenir picadas. Além disso, destacou que as pessoas que moram em áreas onde esses mosquitos são abundantes podem ajudar a reduzir o risco, impedindo que eles se reproduzam dentro e ao redor de suas casas e jardins.
O ECDC também alertou sobre os carrapatos, que estão presentes em muitas partes da Europa e podem transmitir a doença de Lyme e a encefalite transmitida por carrapatos (ETG). Diante disso, recomendou o uso de repelente de insetos, o uso de roupas protetoras e a verificação de si mesmo, das crianças e dos animais de estimação em busca de carrapatos após a prática de atividades ao ar livre. Além disso, lembrou que existe uma vacina contra a ETG.
SEGURANÇA ALIMENTAR
O Centro Europeu para a Prevenção e Controle de Doenças destacou outros possíveis riscos, como aqueles decorrentes da alimentação. A esse respeito, lembrou que alimentos contaminados podem ter aparência, sabor e cheiro normais.
Para evitar riscos de infecção, recomendou seguir medidas básicas de segurança alimentar, como lavar as mãos, cozinhar bem os alimentos, lavar frutas e verduras, manter separados os alimentos crus e cozidos e armazenar os alimentos de forma segura.
Por outro lado, alertou sobre as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), que atingiram níveis recordes em toda a Europa. O uso de preservativos, conversar sobre saúde sexual com o parceiro e fazer exames após relações sexuais desprotegidas ou após uma possível exposição são algumas das formas mais eficazes de proteger a si mesmo e aos outros, conforme detalhou.
Entre outros riscos, ele mencionou a proliferação da bactéria “Vibrio” em águas costeiras, como consequência das temperaturas elevadas. Embora o ECDC tenha indicado que as infecções continuam sendo relativamente raras na Europa, ele comentou que elas podem ocorrer como resultado da exposição de feridas abertas à água do mar ou do consumo de frutos do mar crus ou mal cozidos.
Por isso, recomendou evitar que feridas abertas entrem em contato com a água do mar e garantir que os frutos do mar estejam bem cozidos, o que pode ajudar a reduzir o risco.
Por fim, o ECDC enfatizou a importância de verificar o estado da vacinação de rotina de adultos e crianças antes de viajar e, caso haja alguma vacina adicional recomendada, consultar profissionais de saúde. Nesse ponto, explicou que algumas vacinas exigem várias doses ou um certo tempo antes de oferecerem proteção; por isso, recomendou planejar com antecedência caso seja necessária a imunização.
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