Publicado 01/07/2026 12:21

O ECDC e a EFSA apontam um tipo de macarrão temperado como a origem de um surto europeu de “Salmonella Stanley”

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo de um prato de macarrão temperado.
CHINNASORN PANGCHAROEN/ISTOCK - Arquivo

MADRID 1 jul. (EUROPA PRESS) -

Uma avaliação rápida do Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) e da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA, na sigla em inglês) aponta um tipo de macarrão temperado como a fonte mais provável do surto de infecções por “Salmonella Stanley” registrado em vários países europeus.

Entre novembro de 2025 e junho de 2026, foram notificados 106 casos confirmados em 13 países da União Europeia e no Reino Unido. O surto afetou principalmente crianças e jovens adultos, e pelo menos 49 pessoas precisaram ser hospitalizadas. No total, foram notificados casos na Áustria, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, França, Alemanha, Hungria, Letônia, Lituânia, Países Baixos, Noruega, Polônia, Suécia e Reino Unido.

Agora, as investigações epidemiológicas revelaram que os casos detectados na Dinamarca, Estônia, Alemanha, Letônia e Lituânia haviam consumido produtos de macarrão com sabor da mesma marca.

Nesse contexto, o ECDC indica que as evidências microbiológicas reforçam ainda mais essa relação, uma vez que a cepa causadora do surto foi detectada na Alemanha e na Lituânia em produtos de macarrão com sabor de frango e frango picante da mesma marca. As investigações associaram os produtos, distribuídos em vários países, ao mesmo fabricante na Ucrânia.

Isso sugere uma possível fonte comum de contaminação no nível da fábrica, embora seja necessária uma investigação mais aprofundada. Além disso, outras cepas de “Salmonella” foram detectadas em produtos da mesma marca, o que indica que pode haver mais de uma fonte de contaminação envolvida.

As autoridades de segurança alimentar dos países afetados implementaram medidas de controle, incluindo a retirada e o recall dos produtos envolvidos, o que, segundo o ECDC, reduzirá a probabilidade de novas infecções relacionadas a este surto.

No entanto, a causa principal e os pontos de contaminação ainda não foram determinados. Portanto, o ECDC ressalta que podem ocorrer mais casos, sobretudo porque esses produtos têm uma longa validade e podem permanecer armazenados em cozinhas domésticas por longos períodos.

DICAS PARA OS CONSUMIDORES

O ECDC recomenda à população que, caso tenha em casa produtos da marca afetada que foram retirados do mercado, não os consuma e os devolva ao ponto de venda ou os descarte.

Além disso, insta as autoridades de saúde pública a entrevistar todos os novos casos, sequenciar os isolados sempre que possível e compartilhar as informações obtidas com o órgão.

Da mesma forma, solicita às autoridades de segurança alimentar que continuem investigando os produtos suspeitos para confirmar a fonte da infecção e identificar a origem da contaminação. Conforme explica, esse trabalho é especialmente importante para determinar se a contaminação está associada a um ou vários ingredientes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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