Publicado 29/07/2026 10:26

O ECDC defende a cooperação transfronteiriça diante do aumento do risco de doenças infecciosas causado pelas ondas de calor

Várias pessoas caminham pela rua, em 22 de julho de 2026, em Múrcia, Região de Múrcia (Espanha).  A Agência Estatal de Meteorologia (Aemet) emitiu um alerta laranja para toda a Região de Múrcia, das 13h às 21h, devido às altas temperaturas
Kiko Asunción - Europa Press

MADRID 29 jul. (EUROPA PRESS) -

O Centro Europeu para a Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) afirmou que é necessário intensificar as medidas “diante do aumento do risco de doenças infecciosas devido às persistentes ondas de calor em toda a Europa”, por isso aposta na cooperação transfronteiriça.

“O risco de contrair algumas doenças infecciosas está aumentando devido aos verões mais longos e quentes em toda a Europa, o que torna a cooperação transfronteiriça estreita e entre diferentes especialidades vital para prever, prevenir e responder de forma eficaz”, assinalou a instituição, acrescentando que “são as temperaturas cada vez mais altas e prolongadas que criam as condições propícias para a propagação de muitas infecções”.

Por isso, o ECDC considera que, neste verão, o monitoramento contínuo e a coleta de dados se destacam em quatro áreas “de especial urgência”, sendo a primeira delas as doenças transmitidas por alimentos, já que “as temperaturas mais altas aceleram o risco de proliferação de bactérias” neles. Por isso, defende que se “garanta uma boa higiene, lave-se frutas e verduras antes de consumi-las e cozinhe bem os alimentos”.

“As águas costeiras quentes e de baixa salinidade, como as do Mar Báltico ou dos estuários dos rios, oferecem condições ideais para a bactéria Vibrio, causadora da vibriose”, continuou, em seguida, pediu que “se evite nadar com cortes abertos, arranhões ou perfurações recentes e que se certifique de que os frutos do mar provenientes dessas áreas estejam bem cozidos”.

MOSQUITOS E CARRAPATOS

Além disso, ele explicou que “as estações quentes e úmidas mais prolongadas estão permitindo que mosquitos invasores se proliferem em regiões onde antes eram escassos ou inexistentes”. As doenças que eles transmitem, como a dengue, a chikungunya e o vírus do Nilo Ocidental, “estão se tornando uma preocupação crescente para a saúde pública na Europa”, explicou ele, ao mesmo tempo em que defendeu o uso de repelentes de insetos, roupas protetoras, mosquiteiros, ar-condicionado e redes contra mosquitos.

Por fim, o ECDC indicou que os carrapatos estão presentes em toda a Europa e que seu período de atividade está se prolongando à medida que a primavera e o outono se tornam mais amenos em muitos lugares. As carrapatas infectadas “podem transmitir a doença de Lyme e a encefalite transmitida por carrapatos (ETG), que podem causar graves complicações a longo prazo”, destacou, ressaltando que, diante disso, é recomendável “usar mangas compridas e calças compridas ao fazer trilhas ou passar tempo em parques”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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