MADRID 12 maio (Portaltic/EP) -
A lei que será debatida na Califórnia (Estados Unidos) sobre a proteção dos videogames quando chegam ao fim de seu ciclo de vida “online” “não reflete o funcionamento atual dos videogames”, conforme afirmou a Entertainment Software Association (ESA), deixando clara sua posição contrária.
O projeto de lei “Protect Our Games” (AB 1921, Lei POG), que visa preservar os videogames em modalidades que não exijam conexão à internet ou reembolsos assim que deixem de estar disponíveis, será debatido nesta quinta-feira na Assembleia da Califórnia, mas já começou a gerar reações por parte da indústria de videogames.
Uma das vozes críticas é a da ESA, a organização por trás da mítica feira E3, que defendeu sua posição contrária ao projeto de lei em um comunicado enviado à abc10, no qual destacou que “isso poderia obrigar os desenvolvedores a dedicar tempo e recursos limitados para manter os sistemas antigos em funcionamento, em vez de criar novos jogos, funcionalidades e tecnologia”.
Isso se deve, explica, ao fato de que “muitos jogos dependem da evolução da tecnologia, do conteúdo licenciado e dos sistemas online que mudam com o tempo”. Por isso, entende que “essa política não reflete como os jogos realmente funcionam hoje em dia”, mas “estabelece regras rígidas que, em última instância, poderiam significar menos experiências novas e inovadoras para os jogadores”.
O projeto de lei, apresentado pelo deputado Chris Ward, é apoiado pela Stop Killing Games, uma iniciativa cidadã com presença na Europa e nos Estados Unidos que surgiu para denunciar a obsolescência programada dos videogames e a falta de alternativas para os jogadores uma vez que os servidores são desativados e o suporte é encerrado.
Essa situação se deve ao fato de que, quando alguém compra um videogame digital, na verdade obtém uma licença de uso, não a propriedade, o que impede sua preservação caso a empresa desenvolvedora decida deixar de mantê-lo.
"Se uma empresa lhe vende um jogo digital pago e depois encerra os serviços necessários para o uso normal do jogo, ela tem que avisar e oferecer uma solução: uma versão jogável, um patch ou um reembolso. É isso", afirmaram os representantes da Stop Killing Games no Reddit, em resposta ao comunicado da ESA.
Na União Europeia, a Comissão Europeia confirmou em janeiro que analisará a iniciativa de cidadania, depois que os organizadores da campanha apresentaram mais de um milhão de assinaturas de cidadãos dos Estados-membros da UE.
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