@PAODECRUCERO Y @ALDILO.11
MADRID 26 maio (EUROPA PRESS) -
Trabalhar a bordo de um navio de cruzeiro tornou-se, para muitos, uma oportunidade única de conhecer o mundo, economizar dinheiro e mergulhar em uma comunidade multicultural. As redes sociais estão repletas de vídeos mostrando o pôr do sol em alto mar, escalas em destinos paradisíacos ou jantares de gala.
Entretanto, além dessa imagem idílica, a experiência a bordo também pode ser exigente. A vida da tripulação, embora enriquecedora em muitos aspectos, envolve um ritmo intenso e sacrifícios que nem sempre são visíveis do lado de fora.
Aldana López, instrutora de esportes argentina a bordo de um navio de cruzeiro (conhecida no TikTok como @aldilo.11), e Paola, tripulante de outro navio (@paodecrucero), compartilham seu dia a dia no mar nas redes sociais e, embora ambas gostem de seu trabalho e valorizem a experiência, também mostram o lado menos conhecido dessa profissão.
"VOCÊ DIVIDE UM QUARTO E NUNCA SABE COM QUEM VAI FICAR".
Uma das primeiras questões que geralmente surpreende quem trabalha em um navio de cruzeiro é a falta de espaço pessoal. Aldana explica que, com exceção de alguns cargos específicos, como engenheiros ou músicos, é comum compartilhar uma cabine com outra pessoa. Os quartos são pequenos e geralmente não há opção de escolha de companheiro de quarto. "Já tive experiências ruins", diz ele, enfatizando como pode ser difícil viver com um estranho em um espaço tão apertado.
Outra peculiaridade do trabalho a bordo é a ausência de dias de folga no sentido usual. Embora haja turnos mais leves e períodos de descanso entre as tarefas, a jornada de trabalho pode se estender sem interrupção por toda a duração do contrato. A doença resulta em uma pausa obrigatória, embora não remunerada. Aldana reconhece que o ritmo cobra seu preço: "A fadiga se acumula e pode afetar tanto o corpo quanto a mente.
Paola, por sua vez, resume a situação com uma frase que repetiu em vários vídeos: "Não temos dias de folga". Mesmo em seu tempo livre, ela precisa levar consigo sua identidade, pois ela pode ser solicitada a qualquer momento.
NOSTALGIA E LAÇOS EFÊMEROS
Ambas concordam que os aspectos mais exigentes nem sempre são físicos, mas emocionais. Aldana enfatiza a intensidade com que os laços são formados entre os colegas, uma conexão que muitas vezes é quebrada repentinamente pelas constantes mudanças na tripulação. "Você se apaixona, faz amigos, compartilha tudo... e, de repente, eles se vão", diz ela com certa melancolia. Paola expressa isso com uma frase comum entre aqueles que trabalham no mar: "Nós vemos nossa família novamente, mas os amigos que partem* podem nunca mais voltar.
Esse componente emocional às vezes é agravado por uma sensação de isolamento digital. O acesso à Internet a bordo nem sempre é gratuito, o que limita as possibilidades de comunicação com o mundo exterior. Além disso, o próprio movimento do navio pode causar enjoo, especialmente em dias de mar agitado, um fator que nem todo mundo considera antes de embarcar.
UMA ESCOLHA DE DOIS LADOS
Apesar de tudo isso, tanto Aldana quanto Paola ainda estão comprometidas com a vida no mar. Paola, em particular, é otimista: fez amizades duradouras, encontrou o amor e não esconde sua ambição de continuar a crescer profissionalmente e um dia gerenciar um navio de cruzeiro. "O bom é que aqueles de nós que são verdadeiros amigos sempre mantêm contato", diz ela com um sorriso.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático