Publicado 20/03/2025 15:05

A doação de amostras biológicas pode "fazer a diferença" para impulsionar a pesquisa sobre o câncer

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NICOLAS_/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 20 mar. (EUROPA PRESS) -

O diretor científico do Biobanco da Fundación Jiménez Díaz (B-FJD), Dr. Federico Rojo, enfatizou que a doação de amostras biológicas pode "fazer a diferença" na promoção da pesquisa sobre o câncer, e é por isso que ele está empenhado em divulgar informações sobre biobancos entre a população.

"Se educarmos o público sobre o papel dos biobancos nos avanços da biomedicina e o conscientizarmos sobre a importância da doação de amostras biológicas, poderemos fazer a diferença na busca de terapias mais eficazes e personalizadas por meio desse ato altruísta", explicou o Dr. Rojo, que também é chefe do Departamento de Anatomia Patológica do Instituto de Pesquisa em Saúde do hospital (IIS-FJD).

Ele também afirmou que essa divulgação aumentará a confiança da sociedade na pesquisa, o que a tornará mais comprometida com a saúde pública, tudo isso no âmbito de uma reunião organizada por ambos os centros para aumentar a conscientização sobre o valor dos biobancos na pesquisa do câncer.

"A pesquisa sobre o câncer depende, em grande parte, da disponibilidade de amostras biológicas bem caracterizadas, e os biobancos são a infraestrutura essencial para sua gestão e conservação", insistiu, explicando como funciona o processo de doação e enfatizando que ele é totalmente voluntário e que tanto a confidencialidade quanto os direitos dos doadores são respeitados.

Entre os principais desafios que os biobancos enfrentam, o especialista destacou que eles devem cumprir a legislação vigente para preservar os direitos das pessoas que os doaram, bem como promover a colaboração entre biobancos nacionais e internacionais são alguns dos principais desafios apontados.

Ele também destacou que o futuro da pesquisa biomédica envolve a colaboração entre centros, bem como o desenvolvimento de tecnologias avançadas de análise genética e molecular".

Por sua vez, a coordenadora do B-FJD e bióloga assistente do Departamento de Patologia, Dra. Sandra Zazo, enfatizou que os biobancos estão sujeitos a uma regulamentação legislativa rigorosa e são regidos pelos princípios éticos básicos da pesquisa biomédica.

A doação dessas amostras também pode contribuir para o desenvolvimento da medicina personalizada, permitindo a identificação de biomarcadores que "orientam a escolha de tratamentos mais direcionados, específicos, eficazes e menos tóxicos".

De fato, ele falou sobre o caso do câncer de mama HER2-positivo, "cujo tratamento melhorou significativamente graças ao estudo de amostras biológicas preservadas em biobancos, mudando o prognóstico de muitos pacientes e transformando uma doença agressiva em um tumor tratável com alta eficácia".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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