Publicado 25/06/2026 07:30

A DMD rejeita a decisão que permite que um parente próximo recorra da concessão de eutanásia e considera que os juízes se opõem a es

A Associação Direito a Morrer com Dignidade afirma que essa oposição fica evidente nas sentenças

Archivo - Arquivo - Fachada do Supremo Tribunal. Imagem de arquivo.
ALBERTO ORTEGA / EUROPA PRESS - Arquivo

MADRID, 25 jun. (EUROPA PRESS) -

O vice-presidente da Associação Direito a Morrer com Dignidade (DMD), Fernando Marín, rejeitou a recente decisão do Supremo Tribunal que permite que familiares próximos recorram contra a concessão de eutanásia, e afirmou que os juízes “são contra a eutanásia”, algo que fica evidente “em suas sentenças”.

“O Poder Judiciário, os juízes, não compreenderam qual é o espírito da lei”, afirmou ele a respeito dessa decisão, coincidindo com o quinto aniversário da entrada em vigor da norma que regula esse direito na Espanha. “A posição da DMD é a do voto particular”, sustentou, ressaltando que “nesta sala há 33 juízes e juízas, e oito aderiram ao voto particular”.

Nesse sentido, ele lembrou que o próprio voto particular “afirma que ninguém tem legitimidade, ninguém pode interferir na sua decisão de morrer; nem seu pai, nem sua mãe, nem seu parceiro. Ninguém tem autoridade alguma”. “É absolutamente surrealista” o fato de “poder haver uma terceira pessoa com legitimidade para negar a você um direito fundamental, um direito estritamente pessoal”, ressaltou.

Marín, que destacou “cerca de 12 ou 15 recursos ao Tribunal Contencioso-Administrativo por recusa de eutanásia”, declarou que “em todos os casos, os juízes cometeram erros”. “Houve muitos disparates”, continuou ele, acrescentando que os juízes “utilizam outros meandros argumentativos e processuais sobre a legitimidade”.

A FAVOR DO VOTO INDIVIDUAL

“No fim das contas, o Supremo Tribunal não esclareceu nada, porque diz que tem que haver uma relação afetiva”, prosseguiu ele, ao mesmo tempo em que se perguntou: “como isso se mede?”. O Supremo Tribunal “se meteu em uma encrenca na qual não deveria ter se metido; a resposta estava no voto particular, que contou com o apoio de um quarto dos membros do Tribunal”, insistiu.

Por fim, afirmou que a sentença “se desvia um pouco” ao indicar que “a pessoa precisa ter compartilhado” esse desejo “neste caso com o pai, que é quem está fazendo a denúncia”. “Por que ela iria compartilhar isso?”, questionou-se novamente, concluindo com uma denúncia contra esse “desvio do Direito e da Justiça”, pelo que “tudo o que está acontecendo não faz nenhum sentido”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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