MADRID 23 maio (EUROPA PRESS) -
Uma equipe internacional de pesquisadores, liderada pela área de Doenças Respiratórias do Centro de Investigación Biomédica en Red (CIBERES), demonstrou que a distinção entre infecções crônicas e esporádicas da bactéria "Pseudomonas aeruginosa", que pode causar infecções respiratórias, ajuda a prever a evolução da bronquiectasia.
"A distinção entre infecção crônica e esporádica por 'Pseudomonas aeruginosa' é simples na prática clínica e pode ajudar a prever a evolução da doença e personalizar o tratamento", explicou a pesquisadora do CIBERES no Hospital Clínic-IDIBAPS e primeira autora do estudo, Laia Fernández Barat.
Os resultados do estudo, publicados na revista 'Archivos de Bronconeumología', mostraram que as pessoas com infecção crônica por essa bactéria, especialmente quando ela adota a chamada forma "mucoide", acabam apresentando uma maior perda de diversidade nas bactérias que normalmente habitam seus pulmões.
Quando se torna crônica, a bactéria persiste nos pulmões por meio da formação de biofilmes, o que tem um impacto negativo na qualidade de vida do paciente, incluindo aspectos emocionais e sociais.
Devido aos "altos" níveis de anticorpos contra a "Pseudomonas aeruginosa" que o corpo gera diante da infecção crônica, esses pacientes sofrem menos exacerbações graves que exigem hospitalização após um ano em comparação com aqueles com infecções intermitentes.
Essa pesquisa incluiu um acompanhamento de um ano e amostras de sangue e escarro coletadas a cada três meses de 80 pacientes, cujas variáveis clínicas, imunológicas e microbiológicas também foram analisadas.
Cientistas do Instituto de Pesquisa Biomédica August Pi i Sunyer (IDIBAPS), do Hospital Clínic de Barcelona, do Rigshospitalet (Dinamarca) e da Universidade de Copenhague (Dinamarca) participaram do projeto.
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