Publicado 21/04/2026 08:42

A digitalização está redefinindo a convivência em casa e traz novos desafios para a privacidade, segundo a Kaspersky

Imagem de uma criança tocando a mão de um robô
UNSPLASH / KATJA ANO

MADRID 21 abr. (Portaltic/EP) -

Tecnologias como a inteligência artificial (IA), os robôs e a realidade virtual transformarão radicalmente o tempo que as famílias passam juntas na próxima década, podendo até mesmo se tornar um novo membro da família, o que introduzirá novos riscos nos hábitos cotidianos.

Contos narrados por IA, animais de estimação virtuais e comemorações por videochamada são exemplos de como a tecnologia já se introduziu nos lares, com a previsão de que as pessoas passem suas férias em ambientes de realidade virtual e, inclusive, recebam robôs como novos membros da família.

De acordo com um estudo recente da Kaspersky, 81% dos entrevistados em todo o mundo acreditam que a digitalização transformará radicalmente o tempo compartilhado em família na próxima década.

Dados mais locais indicam que, para quase um terço dos entrevistados na Espanha (31%), histórias para dormir narradas por IA se tornarão algo comum, e para 24% das famílias espanholas, as crianças poderão preferir animais de estimação digitais em vez de reais.

Da mesma forma, 22% acreditam que as comemorações familiares por videochamada acabarão se tornando a norma, e apenas 7% imaginam passar férias em realidade virtual.

Além disso, 41% dos entrevistados na Espanha acreditam que os robôs farão parte da família, entendidos como dispositivos capazes de brincar, educar ou fazer companhia.

Embora essa evolução não seja homogênea, ela apresenta novos desafios de segurança no lar digital, como aponta a Kaspersky, onde, além de proteger esse ambiente, também será necessário preservar a privacidade infantil e garantir uma convivência tecnológica segura.

Isso se deve ao fato de que os cibercriminosos veem nos novos dispositivos, sejam eles visores de realidade virtual ou uma babá robô, um possível ponto de entrada no lar, e a inteligência artificial, embora represente uma ajuda para os pais e companhia para as crianças, requer atenção e supervisão.

A empresa ressalta que o desafio está em construir espaços digitais seguros, respeitosos e projetados para fortalecer as relações. Por isso, aconselham ensinar às crianças que a inteligência artificial é uma ferramenta, não um amigo, e incentivar o diálogo sobre o que elas veem, ouvem ou fazem em ambientes digitais.

É recomendável usar controles parentais e explicar de forma simples o funcionamento das tecnologias que já fazem parte do dia a dia, além de alterar as senhas padrão de dispositivos e serviços e manter sempre atualizados os equipamentos conectados. A isso se soma a necessidade de contar com soluções de segurança adaptadas aos novos ambientes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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