Publicado 12/08/2026 06:59

Diarreias, otites e picadas de insetos são as infecções que mais aumentam durante o verão, segundo uma especialista

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MADRID 12 ago. (EUROPA PRESS) -

A especialista do Serviço de Doenças Infecciosas da Clínica Universidade de Navarra, Nerea Carrasco, informou que a gastroenterite, a otite associada ao banho e algumas doenças transmitidas por picadas são alguns dos problemas de saúde mais frequentes durante os meses de verão, embora ela afirme que se trata de infecções que podem ser prevenidas.

Segundo a especialista, as altas temperaturas favorecem a proliferação de microrganismos em alimentos mal conservados, o que aumenta o risco de gastroenterite. Por isso, Carrasco recomenda redobrar as precauções com a cadeia de frio, especialmente durante viagens, passeios ou refeições ao ar livre, em consonância com as orientações do Ministério da Saúde diante do calor extremo.

Da mesma forma, as atividades aquáticas também podem favorecer o surgimento de otite externa, um dos motivos mais comuns de consulta nesta época do ano, especialmente entre crianças e adolescentes.

Por outro lado, o aumento das atividades no campo e em áreas naturais aumenta a exposição a insetos e carrapatos. Embora a probabilidade de desenvolver uma infecção após uma picada de carrapato seja baixa, recomenda-se monitorar a área afetada e consultar um profissional de saúde caso surjam febre, lesões cutâneas ou sintomas gerais nos dias seguintes.

FÉRIAS SEGURAS

Carrasco lembra, além disso, que muitas doenças infecciosas contraídas durante as viagens realizadas no verão podem ser prevenidas por meio de vacinas ou tratamentos profiláticos específicos antes da viagem. “Os riscos não dependem apenas do país de destino. Também influenciam a época do ano, as atividades planejadas, as condições sanitárias da região e as vacinas que cada pessoa já tenha recebido anteriormente”, explicou.

Por esse motivo, ele recomenda agendar uma consulta especializada em medicina do viajante entre quatro e oito semanas antes do início da viagem, especialmente para pacientes com doenças crônicas ou gestantes, ou quando se visita áreas rurais, destinos tropicais ou países com riscos específicos de infecção. Esse prazo, afirma ele, permite administrar vacinas ou iniciar tratamentos preventivos com antecedência suficiente para que sejam eficazes.

Manter uma boa hidratação, evitar exposições prolongadas ao calor extremo, conservar os alimentos adequadamente e consultar profissionais especializados antes de determinadas viagens são, segundo Carrasco, algumas das medidas mais eficazes para desfrutar de férias seguras.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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