Publicado 22/04/2026 08:13

Diana Morant lembra, por ocasião do 40º aniversário do ISCIII, que o financiamento do instituto dobrou, chegando a “500 milhões” por

Archivo - Arquivo - A ministra da Ciência, Inovação e Universidades, Diana Morant, durante uma coletiva de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, no Palácio da Moncloa, em 28 de outubro de 2025, em Madri (Espanha). O Conselho de Ministros aprov
Jesús Hellín - Europa Press - Arquivo

MADRID 22 abr. (EUROPA PRESS) -

A ministra da Ciência, Inovação e Universidades, Diana Morant, lembrou, no 40º aniversário do Instituto de Saúde Carlos III (ISCIII), que o governo liderado por Pedro Sánchez contribuiu para esta instituição com “praticamente o dobro dos recursos”, já que, “em apenas sete anos”, passou “de 260 para 500 milhões de euros anuais”.

“Isso permitiu que o Instituto aumentasse em 38% o financiamento biomédico nesse período, um aumento que já se mantém sem a ajuda de fundos europeus”, declarou por ocasião de sua participação em uma jornada comemorativa desse marco, que se soma à aprovação, em 1986, da Lei Geral de Saúde, da qual emana o ISCIII. No evento também participaram sua diretora-geral, Marina Pollán, e a ministra da Saúde, Mónica García.

Conforme destacou Morant, esse aumento no investimento se traduz em “centenas de pesquisadoras e pesquisadores a mais trabalhando em mais de 700 projetos” para melhorar a saúde, e tudo isso “apenas com o aumento do financiamento da convocatória da Ação Estratégica em Saúde”. “Realizamos um investimento histórico de mais de 3 bilhões de euros em financiamento direto ao sistema de pesquisa biomédica”, afirmou.

“A ciência é política de Estado”, portanto, “investir em conhecimento é investir no futuro”, retomou, destacando também que o do Governo socialista é “o maior investimento em P&D” realizado na Espanha. Nesse ponto, destacou também o trabalho conjunto que está sendo realizado com as comunidades autônomas, bem como a colaboração público-privada.

INVESTIR MAIS E MELHOR

“Não estamos apenas investindo mais, estamos investindo melhor em ciência para a saúde” para conectar “hospitais, centros de pesquisa e centros de saúde em uma medicina mais preditiva, preventiva, personalizada, participativa e populacional”, continuou ele, destacando a esse respeito “instrumentos pioneiros como o ‘IMPACT’, que integra medicina genômica, ciência de dados e estudos populacionais de coorte, um modelo único de colaboração com as comunidades autônomas que permite antecipar doenças e melhorar os diagnósticos".

Nesse contexto, ele destacou que o ISCIII trabalhou nessas quatro décadas para “transformar a ciência em saúde, vida e bem-estar para as pessoas”, ao mesmo tempo em que afirmou ter deixado “para trás” doenças “que causavam incapacidade e matavam”, como “a poliomielite”. Além disso, isso contribuiu para que a Espanha seja “um dos países com maior expectativa de vida”, já que se ganharam “cerca de oito anos de vida”, explicou, após o que destacou a melhoria na sobrevida observada “no câncer de mama e na leucemia”.

Morant, que destacou o papel desempenhado por esta instituição durante a pandemia, a tempestade DANA em Valência e a erupção do vulcão de La Palma, afirmou que a Espanha “é líder em ensaios clínicos na Europa e uma das principais no mundo, também em terapias avançadas”. Para tudo isso contribuiu este Instituto, que é “uma rede de talentos que se estende por todo o país”, e ele garantiu que esse talento “já não vai embora”.

Atualmente, há “mais de 30.000 profissionais pesquisando”, continuou ele nesse sentido, acrescentando que a “esperança” que o ISCIII gera tem “rosto de mulher”. Além disso, destacou o fato de que a Lei da Ciência também completa agora 40 anos, embora tenha sofrido reformas em 2011 e 2022, lembradas pela própria ministra.

MÓNICA GARCÍA DESTACA ISCIII COMO GARANTIA DO DIREITO À SAÚDE

“O ISCIII realiza esse trabalho silencioso, o mais fundamental”, sublinhou, por sua vez, García, que explicou ter atuado para “garantir o direito à saúde e a igualdade de oportunidades, apoiando-se na ciência e no conhecimento”. Além disso, “soube crescer, ampliando direitos, multiplicando esperanças” sob uma “convicção de serviço público”, assegurou.

A ministra da Saúde destacou a pesquisa biomédica realizada “a partir de centros de referência”. Os Centros de Investigação Biomédica em Rede (CIBER) são um “grande instrumento de investigação”, afirmou, para salientar que “a Ação Estratégica em Saúde tem sido uma alavanca para fortalecer a investigação na Espanha”.

Diante do “medo, do barulho e da incerteza”, ela enfatizou a relevância do ISCIII durante a pandemia e posteriormente, pois, “em tempos de negacionismo, a ciência é a salvação”. Além disso, explicou que “a boa ciência não se faz em compartimentos estanque, faz-se com equipes multidisciplinares”, pelo que demonstrou seu agradecimento, entre outros, aos pesquisadores.

OS DESAFIOS FUTUROS SÃO O ENVELHECIMENTO E AS DOENÇAS CRÔNICAS

No entanto, ele lembrou que “nenhuma dessas conquistas está garantida para sempre”. “Vimos o que acontece quando se cortam verbas e não se vê a ciência como alavanca de desenvolvimento”, sublinhou, ao mesmo tempo em que declarou que é preciso “olhar para o futuro” diante de “desafios que exigem mais ISCIII, mais investimento, mais ciência, mais saúde e mais sistema de saúde”. Entre eles, destacou “o envelhecimento e a cronicidade”, e a necessidade de “mais conhecimento” sobre temas como “as resistências antimicrobianas” e a necessidade de integrar a Inteligência Artificial (IA) “de forma ética”.

Por fim, Pollán destacou que o ISCIII desempenhou um papel importante na “construção do conhecimento científico e sanitário”, sendo “um modelo admirado em todo o mundo”. “É a semente científica que contribuiu para transformar o Sistema Nacional de Saúde (SNS)”, enfatizou, após o que assinalou que a pesquisa é “uma ferramenta indispensável para dar resposta aos problemas de saúde”.

A missão deste órgão tem sido “colocar a ciência como motor do sistema”, prosseguiu, acrescentando que “integrou a cultura científica no núcleo da assistência”. “Somos um interlocutor confiável e necessário, sem o qual o SNS perderia uma parte essencial de sua identidade”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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