Publicado 09/01/2026 13:34

A diabetes poderá custar 140 bilhões de euros à economia mundial até 2050, segundo um estudo

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MADRID 9 jan. (EUROPA PRESS) - Uma equipe internacional de pesquisadores calculou que o impacto econômico da diabetes entre 2020 e 2050 atingirá cerca de 140 bilhões de euros em 204 países, um valor equivalente a 1,7% do PIB mundial anual.

Se excluirmos os cuidados informais prestados por familiares, os custos globais ascendem a cerca de 9 trilhões de dólares, equivalentes a 0,2% do PIB mundial anual, de acordo com o mesmo estudo elaborado por pesquisadores do Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados (IIASA) e da Universidade de Economia e Negócios de Viena (Áustria).

“Os cuidadores muitas vezes abandonam o mercado de trabalho, pelo menos parcialmente, o que gera custos econômicos adicionais”, explica Klaus Prettner, economista da Universidade de Economia e Negócios de Viena e um dos autores do estudo.

A elevada proporção de cuidados informais, que representa entre 85 e 90% da carga econômica total, explica-se pelo fato de que a prevalência da doença supera a mortalidade em uma proporção de 30 a 50 vezes. Embora o diabetes seja mais comum em países de baixa renda, os Estados Unidos suportam os maiores custos absolutos, seguidos pela China e pela Índia.

“Em parte, essas classificações refletem o tamanho das economias incluídas em nossa análise em termos de PIB e população, mas é interessante observar que, com 0,5% do PIB, a República Tcheca apresenta a maior carga econômica relativa, seguida pelos Estados Unidos e pela Alemanha, com 0,4%. A Irlanda, Mônaco e Bermudas registram os maiores encargos econômicos per capita, com US$ 18.000, US$ 12.000 e US$ 8.000, respectivamente”, observa o coautor Michael Kuhn, responsável interino pelo grupo de pesquisa Economic Frontiers do IIASA.

Uma diferença fundamental entre os países de alta e baixa renda é a distribuição da carga entre os custos do tratamento e a perda de produtividade no trabalho: nos países de alta renda, os custos do tratamento representam 41% da carga econômica (excluindo os cuidados informais), contra 14% nos países de baixa renda.

“Isso ilustra claramente que os regimes de tratamento médico para doenças crônicas como o diabetes são acessíveis principalmente em países de alta renda”, acrescenta Kuhn. O PAPEL DA COVID-19 O diabetes provou ser um dos principais fatores de risco para a mortalidade por COVID-19. Em uma análise complementar, os autores examinaram como a carga econômica da diabetes é afetada ao levar em consideração a morbidade e mortalidade por COVID-19 atribuíveis a essa doença. Os efeitos são significativos: o custo econômico aumenta de 0,16% para 0,22% do PIB na China, de 0,4% para 0,65% nos Estados Unidos e de 0,4% para 0,45% na Alemanha.

“As estimativas anteriores dos custos associados à diabetes costumavam se basear em suposições excessivamente simplificadas e tendiam a ignorar a dinâmica econômica. A abordagem inovadora deste estudo incorpora os efeitos do mercado de trabalho, como as ausências por responsabilidades de cuidados. Além disso, reconhece que os gastos com saúde não reduzem necessariamente a produção econômica, mas muitas vezes representam uma transferência do consumo para o setor de saúde”, afirma Prettner.

NECESSIDADE URGENTE DE MEDIDAS POLÍTICAS Os autores sublinham que, em comparação com outras doenças no mesmo período, como Alzheimer, demência ou cancro, o impacto económico da diabetes é enorme. Por isso, indicam que a forma mais eficaz de prevenir a diabetes e reduzir o seu impacto económico é promover estilos de vida mais saudáveis. A atividade física regular, combinada com uma dieta equilibrada, pode reduzir significativamente o risco de desenvolver a doença. Além disso, a detecção precoce desempenha um papel fundamental: programas integrais de rastreamento do diabetes para toda a população, juntamente com um diagnóstico rápido e um tratamento oportuno das pessoas com sintomas ou fatores de risco, são passos essenciais para mitigar tanto as consequências sanitárias quanto as econômicas.

“Essas medidas são especialmente relevantes em países de baixa renda, onde os altos níveis de subdiagnóstico e seu impacto no aumento da mortalidade por doenças infecciosas tornam o diabetes um grave fator de risco para a estabilidade dos sistemas de saúde”, conclui Kuhn.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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