MADRID 14 nov. (EUROPA PRESS) -
Andreea Ciudin, endocrinologista e coordenadora do Centro de Tratamento Integral da Obesidade do Hospital Val d'Hebron, declarou que o diabetes tipo 2 multiplica o risco cardiovascular e é responsável por até 40% dos casos de doença renal crônica.
"Em nosso meio, o diabetes é a principal causa de doença renal crônica e pode estar presente em 30 a 40% das pessoas com diabetes tipo 2; ele também aumenta o risco de insuficiência cardíaca, que pode afetar uma proporção significativa desses pacientes ao longo de suas vidas", explicou Ciudin no âmbito do Dia Mundial do Diabetes, que é comemorado nesta sexta-feira.
Ela também enfatizou que as pessoas com diabetes têm quase duas vezes mais chances de sofrer de doença cardíaca ou derrame do que os adultos sem diabetes. A médica destaca a necessidade de considerar as diferenças de gênero: "Nas mulheres com diabetes, o risco de infarto agudo do miocárdio ou angina é 40% maior do que nos homens com diabetes, em grande parte porque elas têm perfis de risco cardiovascular piores, com maior tendência à obesidade, hipertensão e hipercolesterolemia.
O endocrinologista ressalta que a conexão cardiorrenal do diabetes é agravada pelo fato de que seus estágios iniciais não apresentam sintomas. Tanto o diabetes tipo 2 quanto a doença renal crônica são patologias silenciosas; quando o paciente percebe algo, os danos geralmente já estão estabelecidos. "É por isso que insistimos na detecção precoce: exames regulares de sangue e urina para monitorar a glicose, a função renal e a avaliação do risco cardiovascular", acrescenta.
PREVENÇÃO NA RAIZ
Na raiz do problema, um dos fatores mais influentes é a obesidade, entendida como excesso e/ou disfunção da gordura corporal, não apenas como peso elevado, e é por isso que a avaliação da composição corporal e a medição da circunferência da cintura são decisivas; uma relação cintura/altura >0,5 está associada ao aumento do risco cardiometabólico, mesmo com um IMC não elevado.
Essa adiposidade visceral disfuncional promove a resistência à insulina, a hipertensão e a sobrecarga renal, contribuindo para complicações no eixo cardiorrenal-metabólico. Entre as consequências ligadas à hiperglicemia sustentada estão a retinopatia, a nefropatia e a neuropatia periférica, bem como os principais eventos cardiovasculares, enquanto o fígado metabólico ou gorduroso se tornou a principal causa de transplante de fígado no mundo desenvolvido.
Não estamos falando de uma cura definitiva, porque se "o adipócito ficar com raiva", ele pode voltar, mas podemos reverter seu curso em muitos casos", diz ela. "Ao tratar adequadamente a obesidade e a disfunção do tecido adiposo, podemos evitar até 80% dos novos casos de diabetes tipo 2", conclui.
CONSCIENTIZAÇÃO: UMA NECESSIDADE NO DIABETES
A maioria dos diagnósticos de diabetes tipo 2 é descoberta em exames de sangue de rotina, daí a importância de check-ups regulares e do monitoramento de parâmetros como a glicose e a circunferência da cintura.
"O diabetes é uma prioridade e nosso compromisso é forte: promover a conscientização, apoiar os pacientes e colaborar com o sistema de saúde para fortalecer a triagem, a educação e o monitoramento de complicações cardíacas, renais e metabólicas", diz a diretora de Assuntos Corporativos e Acesso ao Mercado da AstraZeneca, Marta Moreno.
Ela acrescenta que eles continuarão "a impulsionar iniciativas que ajudem a prevenir doenças e a melhorar os resultados de saúde, desde a identificação precoce até o gerenciamento abrangente".
Por ocasião do Dia Mundial do Diabetes, Ciudin, juntamente com a AstraZeneca, participou de um episódio especial do podcast 'Vidas Contadas', apresentado por Enric Sánchez, no qual ele compartilha orientações sobre como se alimentar melhor, quais são as causas do diabetes e como evitá-lo, com mensagens práticas e compreensíveis para promover uma mudança sustentável de hábitos.
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