MADRID 11 nov. (EUROPA PRESS) -
O pediatra e especialista em endocrinologia pediátrica do Hospital Roca, Dr. César Herrera Molina, enfatizou que a detecção precoce do diabetes em crianças é a ferramenta "mais eficaz" para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e evitar complicações graves.
Em vista do Dia Mundial do Diabetes, que é comemorado nesta sexta-feira, o especialista enfatizou o papel cada vez mais importante da educação em saúde, da tecnologia médica e do controle da doença.
No caso do diabetes tipo 1, de origem autoinumana e cada vez mais comum, é necessária uma atenção precoce e coordenada, treinando as famílias e contando com a figura da enfermeira escolar e com os avanços tecnológicos, como os sensores contínuos de glicose e as bombas de insulina, que são "fatores decisivos" para melhorar o controle diário do diabetes e promover a autonomia das crianças que sofrem com a doença.
Diferentemente do diabetes tipo 2, que é mais comum em adultos e está relacionado à obesidade e a hábitos de vida pouco saudáveis, o diabetes tipo 1 pode aparecer em qualquer idade pediátrica, desde bebês até adolescentes, e os sintomas iniciais podem incluir sede intensa, micção frequente, aumento do apetite e perda de peso inexplicável.
Esses sinais devem servir de alerta para pais e educadores, pois o diagnóstico precoce evita complicações graves, como a cetoacidose diabética.
"Hoje sabemos que o diabetes tipo 1 não começa no dia em que os sintomas aparecem. Há estágios pré-sintomáticos que podem ser detectados com testes específicos, permitindo o monitoramento rigoroso e, em alguns casos, o acesso a tratamentos imunomoduladores que retardam a progressão da doença", disse Herrera.
TRANSFORMANDO O CONTROLE DE DOENÇAS
O médico também destacou que os avanços tecnológicos provocaram uma "verdadeira revolução" na gestão e no controle da doença, com muitos desses dispositivos funcionando agora em sistemas de circuito fechado, ajustando automaticamente a insulina basal de acordo com os níveis de glicose do paciente.
"Os sensores contínuos de glicose e as bombas de insulina transformaram o gerenciamento da doença, melhorando significativamente a qualidade de vida", acrescentou.
Por outro lado, o especialista destacou a importância das enfermeiras escolares e da educação em saúde como parte de um suporte "essencial" no ambiente da criança, com um tratamento que dá cada vez mais autonomia à criança no gerenciamento do diabetes, sempre levando em conta a idade e incluindo os familiares e a equipe de saúde.
"As escolas devem ter enfermeiros treinados no controle do diabetes. Embora a tecnologia permita que os pais monitorem os níveis de glicose no sangue remotamente, uma equipe treinada na escola é fundamental para garantir a segurança e a autonomia", acrescentou.
Da mesma forma, ele destacou que a saúde emocional é outro "pilar fundamental" do tratamento do diabetes em crianças, pois o estado emocional tem uma influência "direta" no controle glicêmico, razão pela qual o apoio psicológico e a empatia da equipe de saúde são "tão importantes quanto a medicação".
"Gostaria de parabenizar as crianças e as famílias que enfrentam o diabetes todos os dias com esforço e comprometimento. Eles têm o apoio de um sistema de saúde que avança e de pesquisas que não param. O futuro trará novas ferramentas que facilitarão a convivência com a doença", concluiu o Dr. Herrera.
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