Publicado 19/03/2025 07:36

Desvendado o mistério dos "elfos vermelhos" no Himalaia

A foto venceu a categoria de paisagens do céu do concurso Astronomy Photographer of the Year 2023.
ANGEL AN

MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -

Cientistas chineses encontraram uma explicação para as descargas elétricas conhecidas como "duendes vermelhos" capturadas no alto de uma tempestade na cadeia de montanhas mais alta do mundo: o Himalaia.

Na noite de 19 de maio de 2022, dois astrofotógrafos chineses, Angel An e Shuchang Dong, capturaram um espetáculo de mais de 100 goblins vermelhos sobre o Himalaia. O local de observação, situado no planalto tibetano do sul, perto do Lago Pumoyongcuo (um dos três lagos sagrados da região), revelou um evento celestial impressionante.

Entre os fenômenos capturados estavam os "goblins vermelhos", raros jatos secundários e o primeiro caso registrado na Ásia de luminescência atmosférica verde na base da ionosfera noturna, conhecida como "goblins fantasmas". Esse evento extraordinário atraiu a atenção mundial e recebeu ampla cobertura da grande mídia.

EVENTO EXTRAORDINÁRIO

Um estudo recente publicado na revista Advances in Atmospheric Sciences pelo professor Gaopeng Lu e sua equipe da Universidade de Ciência e Tecnologia da China lança luz sobre a força motriz por trás desse grande espetáculo da natureza.

"Esse evento foi realmente extraordinário", declarou o professor Gaopeng Lu. "Ao analisar as descargas atmosféricas originais, descobrimos que os sprites foram acionados por relâmpagos nuvem-solo com correntes positivas de alto pico em um sistema convectivo de mesoescala maciço. Isso sugere que as tempestades na região do Himalaia têm o potencial de produzir algumas das mais complexas e intensas descargas de raios atmosféricos superiores da Terra."

Na ausência de registros de tempo precisos para uma análise detalhada, a equipe de pesquisa desenvolveu um método inovador para sincronizar o tempo do vídeo usando trajetórias de satélite e análise de campo estelar. Essa abordagem inovadora permitiu que eles determinassem os horários exatos de ocorrência dos sprites e os vinculassem às suas descargas atmosféricas originais. Um dos revisores anônimos elogiou a técnica, destacando seu potencial como uma ferramenta de cronometragem confiável para cientistas cidadãos que contribuem para observações científicas.

COMPLEXO CONVECTIVO

O estudo revelou que as descargas de raios originais ocorreram em regiões de precipitação estratiforme de um complexo convectivo de mesoescala que se estende da planície do Ganges até o sopé sul do platô tibetano. Esse evento registrou o maior número de sprites durante uma única tempestade no sul da Ásia, sugerindo que as tempestades nessa região possuem capacidades de descarga atmosférica superior comparáveis às das Grandes Planícies dos EUA e das tempestades marinhas europeias.

Além disso, as descobertas indicam que essas tempestades podem gerar estruturas de descarga ainda mais complexas, o que poderia influenciar os processos de acoplamento atmosférico com importantes efeitos físicos e químicos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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