MADRID 1 maio (Portaltic/EP) -
Os espanhóis afirmam que desconectam o carregador se ele esquentar, embora não saibam se isso é perigoso, e se orientam pela porcentagem de bateria exibida pelo sistema operacional para estimar o tempo restante de carga, apesar de não ser um dado preciso. Isso demonstra a falta de informação sobre potência, segurança e tempos reais de carga, além de evidenciar uma lacuna entre as necessidades atuais e o conhecimento dos consumidores.
Isso é refletido em uma nova pesquisa realizada pela empresa Anker, especializada em dispositivos de carregamento móvel, que entrevistou 1.000 pessoas na Espanha sobre como carregam seus dispositivos no dia a dia, em um contexto marcado pela entrada em vigor da regulamentação do carregador único na União Europeia, que estabelece o USB-C como padrão comum.
Concretamente, como apontou a empresa, essa regulamentação destaca uma realidade em que, quando o carregador deixa de vir por padrão, por exemplo, na compra de um smartphone, a escolha de como carregá-lo “importa mais do que nunca”.
Assim, os usuários prestam cada vez mais atenção a questões como a segurança dos dispositivos de carregamento, a compatibilidade com seus smartphones e o desempenho consistente. Além disso, em um momento em que o uso de “múltiplos dispositivos” é comum, eles também buscam carregadores que sirvam tanto para o laptop quanto para o smartphone ou o tablet.
Apesar de tudo isso, os resultados da pesquisa indicam que os espanhóis continuam tomando decisões de carregamento com “uma mistura de intuição e costume”, com uma “nota de aprovação mínima” em seus métodos.
O QUE ACONTECE QUANDO O CARREGADOR ESQUENTA
Um exemplo dessas decisões é visto nos casos em que o carregador esquenta demais. Embora 6 em cada 10 usuários o desconectem por precaução, 20% reconhecem que não conseguem determinar com precisão se isso é perigoso. Da mesma forma, cerca de 15% tocam nele repetidamente para comparar a temperatura.
No entanto, segundo a Anker, a realidade é que, sem uma medição precisa, não é possível saber com certeza se esse calor é normal ou um sinal de alerta; nesse contexto, eles recomendam o uso de carregadores com tela, que indicam claramente o estado de uso em tempo real, como seu modelo de 45 W com tela.
PORCENTAGEM DA BATERIA DO SISTEMA OPERACIONAL PARA ESTIMAR O TEMPO DE CARREGAMENTO
Outro exemplo de comportamento intuitivo reflete-se no fato de que, ao colocar um laptop para carregar, cerca de 70% dos espanhóis entrevistados afirmam que se orientam pela porcentagem da bateria do sistema operacional para estimar o tempo restante.
Nesse caso, trata-se de uma crença errônea, já que, conforme esclarecido pela Anker, sem informações adicionais não é possível saber o tempo restante com precisão, pois a porcentagem “não equivale a minutos nem confirma a potência real de carga”.
Vale destacar que, para 20% dos entrevistados, quando chega a hora de comprar um carregador para um novo laptop, eles afirmam que o mais importante é poder ver na tela do carregador que o dispositivo está sendo carregado corretamente.
A IMPORTÂNCIA DA POTÊNCIA DE CARREGAMENTO
A lacuna entre necessidade e conhecimento também fica evidente quando se trata da potência dos carregadores. Nesse sentido, questionados sobre qual seria a carga rápida ideal para um laptop de última geração de 16 polegadas, 40% dos entrevistados indicaram que são necessários entre 45 e 65 W, seguidos por 35% que optaram por uma potência entre 70 e 95 W e 20% que indicaram entre 100 e 104 W, sendo esta última opção a correta.
Precisamente, a Anker destacou que o carregamento rápido ideal para esse tipo de computador oscila entre 100 e 140 W, pois oferece margem para manter “velocidade e desempenho estáveis em condições reais”, como ocorre com o carregador Anker USB-C de 140 W.
A pesquisa também perguntou aos usuários qual seria a melhor forma de carregar um laptop de última geração, um celular e um tablet ao mesmo tempo. Nesse caso, cerca de 45% responderam corretamente, optando por um carregamento de 100 W ou mais.
Isso se deve ao fato de que, quando se somam os consumos, o total dispara e a potência disponível é distribuída, marcando a diferença entre um carregador de baixa potência e um capaz de suportar todos os dispositivos mencionados, como o carregador USB-C de 100 W da empresa.
Quanto à segurança de usar um carregador de 100 W com um smartphone que precisa apenas de 20 W, os entrevistados estão divididos. Quatro em cada dez espanhóis dizem que sim, mas mais de três em cada dez afirmam que o dispositivo poderia ser danificado.
Nesse caso, a Anker avaliou que o ideal é usar um carregador com protocolo inteligente, garantindo assim que ele carregue com a potência exclusivamente necessária para o dispositivo em questão.
QUANDO COLOCAR O 'SMARTPHONE' PARA CARREGAR
Por fim, no que diz respeito ao momento escolhido pelos usuários para colocar seus celulares para carregar, 60% afirmam que se preocupam quando o nível da bateria cai abaixo de 20%, mas que não se estressam muito. No entanto, cerca de 25% afirmam que não se importam e podem esperar, e apenas 10% admitem entrar em pânico e “procurar um carregador imediatamente”; para esses casos, a empresa recomenda opções como o Anker Power Bank 25.
Com tudo isso, a pesquisa realizada pela Anker mostra que a Espanha “é aprovada” no que diz respeito ao carregamento, mas com margem para melhorias em termos de conhecimento e hábitos. “Continuamos carregando muito a olho, quando o correto exige dados, potência adequada e soluções pensadas para o dia a dia”, afirmou a empresa de tecnologia.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático