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MADRID 24 ago. (EUROPA PRESS) -
Uma equipe de pesquisa da Universidade de Kumamoto (Japão) desenvolveu um novo método baseado em um exame de sangue que poderia ajudar a detectar a recorrência do câncer de mama por meio do estudo de como o DNA é organizado dentro das células, em vez de analisar apenas as mutações genéticas.
O estudo, publicado na revista “Cancer Research Communications”, analisou o DNA livre circulante (DNAcc), pequenos fragmentos de DNA que circulam na corrente sanguínea, de 150 amostras de câncer de mama, incluindo 105 de câncer de mama primário e 45 de doença recorrente ou metastática.
Em vez de examinar apenas as alterações na sequência do DNA, os pesquisadores se concentraram nos nucleossomos, estruturas nas quais o DNA se enrola em torno de proteínas chamadas histonas. A disposição dos nucleossomos reflete como os genes são regulados e o grau de compactação das regiões de DNA. Isso significa que o DNA extraído do sangue pode conter pistas sobre as alterações que ocorrem dentro das células cancerosas.
A equipe concentrou-se em 26 regiões genômicas previamente identificadas como áreas que sofrem alterações transcricionais quando as células do câncer de mama adquirem resistência à terapia hormonal. Eles descobriram que o câncer de mama recorrente estava associado a um maior número de variantes genéticas e a fragmentos de DNA livre circulante mais curtos.
Duas regiões genômicas, RERE e SYNPO2, chamaram particularmente a atenção dos pesquisadores. Um escore baseado em nucleossomos, derivado dessas regiões, permitiu diferenciar o câncer de mama primário do recorrente com uma área sob a curva (AUC) de 0,826, o que indica uma alta capacidade discriminatória neste estudo. A combinação de informações sobre nucleossomos com outras características do DNA livre circulante por meio de aprendizado de máquina melhorou ainda mais a previsão de recorrência.
REVELA ALTERAÇÕES RELACIONADAS À RESISTÊNCIA AO TRATAMENTO E À RECORRÊNCIA
Os resultados sugerem que o DNA livre circulante pode fornecer mais do que apenas um instantâneo das mutações cancerosas: ele também pode revelar alterações na regulação genética e na estrutura da cromatina associadas à resistência ao tratamento e à recorrência.
Como o DNA livre circulante pode ser obtido a partir de uma amostra de sangue, esse método poderia contribuir para o monitoramento minimamente invasivo das pacientes durante e após o tratamento, o que poderia facilitar a detecção precoce da recorrência e a tomada de decisões terapêuticas mais personalizadas.
No entanto, os pesquisadores destacam que o estudo se baseou em uma coorte retrospectiva relativamente limitada e que é necessário abordar as diferenças nos subtipos de câncer de mama e nos antecedentes das pacientes entre os grupos. Serão necessários estudos prospectivos mais amplos para determinar a aplicabilidade dessa abordagem na prática clínica.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático