Publicado 11/03/2026 14:11

Desenvolvem hidrogeles de colágeno de atum que facilitam a liberação de medicamentos contra o câncer de mama

Archivo - Arquivo - Laboratório
JAVI SANZ/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 11 mar. (EUROPA PRESS) - Uma equipe multidisciplinar de especialistas de várias universidades e centros de pesquisa espanhóis desenvolveu hidrogeles a partir de colágeno de atum que demonstraram potencial na liberação localizada de medicamentos contra o câncer de mama, o que abre as portas para terapias mais precisas e localizadas contra a doença, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

Segundo explicou a Universidade Politécnica de Madri (UPM), participante no estudo através de uma pesquisadora, esses hidrogeles são biocompatíveis e biodegradáveis, além de possuírem uma estrutura e consistência que permitem que sejam injetados. Tudo isso os torna bons candidatos para encapsular medicamentos que podem ser administrados precisamente onde precisam ser liberados para ações controladas e precisas.

O trabalho, publicado no European Journal of Pharmaceutics and Biopharmaceutics, contou com a colaboração da Universidade Politécnica de Madrid (UPM), da Universidade de Castilla-La Mancha, da Universidade de Vigo, do Instituto de Investigação Marinha do CSIC, o Instituto de Investigação Sanitária San Carlos, a Fundação Jiménez Díaz e o síncrotron ALBA para avaliar a possível aplicação médica dos hidrogeles.

O grupo de especialistas, que inclui especialistas em biomateriais, química, física, biologia celular e oncologia experimental, trabalhou com dois compostos destinados ao tratamento do câncer de mama, o inibidor BET JQ1 e o PROTAC MZ1, e simulou em laboratório, por meio de reologia, uma injeção com o hidrogel. Assim, verificou-se que o material flui e que, uma vez depositado, se estabiliza novamente no corpo. Em estudos in vitro utilizando três linhas celulares de câncer de mama, os fármacos encapsulados no hidrogel permaneceram ativos, reduziram a viabilidade e a migração celular e promoveram a apoptose, com resultados semelhantes aos compostos no caso livre. A formulação também alivia os inconvenientes da baixa solubilidade e da potencial toxicidade sistêmica. Este trabalho estabelece bases científicas para a pesquisa de terapias mais precisas e localizadas contra o câncer, com a opção de diminuir os efeitos colaterais e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Além disso, o colágeno produzido a partir de subprodutos da indústria pesqueira contribui para a utilização de recursos naturais que, de outra forma, seriam marginalizados e subutilizados, em linha com as técnicas de sustentabilidade e economia circular na biomedicina.

“Este trabalho estabelece as bases para estudos posteriores em modelos 3D e testes em animais para determinar a segurança, degradação, retenção e distribuição, bem como o grau em que o sistema pode ser utilizado para medicina de precisão e tratamentos localizados em locais específicos que podem levar a outros usos”, explicou a pesquisadora da UPM Carolina Hermida.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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