FEDERACIÓN ASEM - Arquivo
MADRID 14 jul. (EUROPA PRESS) -
Uma equipe internacional de pesquisadores realizou um estudo que identificou uma nova vulnerabilidade biológica e terapêutica na leucemia linfoblástica aguda de células B com rearranjos no gene KMT2A, considerada “uma das leucemias infantis mais agressivas”.
Este trabalho pré-clínico, liderado por membros do Instituto de Pesquisa contra a Leucemia Josep Carreras (IJC) de Barcelona e do Centro Pfizer-Universidade de Granada (UGR)-Junta da Andaluzia de Genômica e Pesquisa Oncológica (GENyO) de Granada, e que foi publicado na revista especializada “Blood”, concentrou-se, portanto, nesse subtipo da doença, que afeta principalmente bebês e crianças pequenas.
“Compreender os mecanismos biológicos que tornam certas leucemias especialmente agressivas é essencial para desenvolver tratamentos mais eficazes e menos tóxicos”, explicou a pesquisadora do IJC, do GENyO e da referida instituição acadêmica de Granada, a doutora María Belén López Millán, que acrescentou que os resultados obtidos “fornecem uma base sólida para futuras pesquisas”.
Nesse sentido, os autores desta pesquisa afirmaram que esses dados “abrem caminho para o desenvolvimento de futuras estratégias terapêuticas para pacientes com pouquíssimas opções de tratamento”. Tudo isso em um tipo de leucemia que “está associado a altas taxas de recidiva e a taxas de sobrevivência significativamente inferiores às observadas em outros tipos de leucemias infantis”, explicaram.
Assim, e “apesar de, nas últimas décadas, terem sido alcançados avanços significativos contra essa doença graças à quimioterapia, ao transplante hematopoiético e às imunoterapias atuais”, eles insistiram que “muitos dos pacientes continuam sofrendo recidivas para as quais existem poucas alternativas terapêuticas eficazes”.
MECANISMO DE AÇÃO
Diante disso, este estudo mostra que a interação entre duas proteínas presentes na superfície das células leucêmicas desempenha um papel fundamental na capacidade dessas células de se proliferarem e manterem a doença. “Ao bloquear esse mecanismo, observou-se uma redução significativa na progressão da leucemia e uma maior eficácia dos tratamentos convencionais em modelos experimentais”, declararam.
Além disso, indicaram que esse efeito “é alcançado com o uso do natalizumabe, um anticorpo monoclonal atualmente aprovado para o tratamento de doenças autoimunes, como a esclerose múltipla e a doença de Crohn”. “Os resultados sugerem que esse medicamento pode ser avaliado no futuro como uma possível estratégia complementar para pacientes com leucemia de alto risco, aproveitando o fato de se tratar de um fármaco com ampla experiência clínica e um perfil de segurança bem conhecido”, destacaram.
Este estudo “é um exemplo claro do impacto que a colaboração entre centros de excelência, hospitais, pacientes, famílias e órgãos financiadores pode ter na geração de conhecimento biomédico com potencial transformador”, destacou seu autor e responsável pelo “Programa de Pesquisa em Neoplasias Hematológicas Pediátricas” do IJC e do Institut de Recerca Sant Joan de Déu, em Barcelona, o Dr. Pablo Menéndez.
No entanto, este último, López Millán e os demais especialistas ressaltaram que “embora as descobertas sejam muito promissoras, o natalizumab ainda não foi avaliado em pacientes com esse tipo de leucemia, portanto, serão necessários novos estudos e futuros ensaios clínicos para determinar sua segurança e eficácia nesse contexto, antes que ele possa ser incorporado à prática clínica”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático