ERANICLE/ ISTOCK - Arquivo
MADRID 16 set. (EUROPA PRESS) -
Pesquisadores da Universidade CEU San Pablo identificaram um mecanismo que poderia ajudar a conter um dos efeitos mais frequentes da obesidade: o acúmulo de gordura no fígado e a deterioração progressiva desse órgão.
O estudo foi publicado na revista “Molecular Biomedicine” por pesquisadores dos grupos de Regulação do Metabolismo (GESTOBES) e de Neurofarmacologia das Dependências e dos Transtornos Degenerativos (NEUROFAN). O trabalho demonstra que a eliminação de uma proteína chamada pleiotrofina protege contra as alterações metabólicas e hepáticas provocadas por uma dieta rica em gordura.
“Observamos que a ausência de pleiotrofina protege contra o desenvolvimento de alterações metabólicas e hepáticas induzidas pela ingestão de uma dieta rica em gordura. Em particular, ela favorece um menor acúmulo de gordura no fígado e uma maior proteção contra a resistência à insulina”, explicou a professora Mª del Pilar Ramos, que liderou a pesquisa.
Além disso, o estudo ajuda a compreender melhor os mecanismos que ligam a obesidade ao desenvolvimento de alterações hepáticas. “Por meio dessa pesquisa, conseguimos identificar um dos ‘interruptores’ biológicos que favorecem a transformação da obesidade em doença hepática. Compreender como esse mecanismo funciona é o primeiro passo para aprender a desativá-lo”, destaca o professor Gonzalo Herradón.
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores estudaram, durante seis meses, a evolução de animais com e sem essa proteína submetidos a uma dieta rica em gordura. Os resultados mostraram que os animais sem pleiotrofina não ganhavam peso, desenvolviam menos gordura no fígado e apresentavam menor fibrose, além de terem uma resposta melhor às alterações metabólicas associadas à obesidade. Além disso, eles comprovaram que a pleiotrofina participa diretamente do metabolismo das gorduras.
Em experimentos realizados com células hepáticas, observaram que a presença dessa proteína favorece o acúmulo de lipídios e a produção de triglicerídeos, dois processos relacionados ao desenvolvimento da esteatose hepática.
“A descoberta abre uma nova via de pesquisa para o desenvolvimento, no futuro, de tratamentos destinados a modular a ação dessa proteína e prevenir algumas das complicações da obesidade”, afirmou o professor Héctor Cañeque Rufo, primeiro autor do trabalho.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático