BARCELONA 2 fev. (EUROPA PRESS) - Uma equipe de pesquisa do Instituto de Neurociências da Universidade Autônoma de Barcelona (INc-UAB) demonstrou que o tratamento com imunoterapia poderia evitar a eliminação de neurônios na doença de Parkinson.
Publicado na revista “npj Parkinson's Disease”, o estudo, realizado em amostras de pacientes, modelos animais e modelos celulares, mostra que as células que defendem o sistema nervoso tornam-se reativas e “superexpressam” alguns receptores que favorecem a eliminação das neurônios dopaminérgicas, mesmo que ainda sejam funcionais.
Quando o sistema funciona corretamente, os receptores Fc gama são uma das proteínas responsáveis por reconhecer células danificadas ou substâncias que devem ser eliminadas do cérebro para que as células microgliais iniciem o processo de limpeza.
No entanto, a equipe de pesquisa do INc-UAB sugere que, em pacientes com doença de Parkinson, os receptores Fc gama identificam como danificadas células que “ainda são funcionais e iniciam um processo de eliminação indevido”.
A ativação dos receptores Fc gama ao detectar um neurônio dopaminérgico (mesmo que ainda esteja funcionando) faz com que a célula da microglia mude sua forma através da ativação de uma proteína do seu citoesqueleto chamada Cdc42, e isso permite que a célula possa “comê-la”, em um processo chamado fagocitose.
Esses resultados sugerem que regular a fagocitose microglial a partir da imunoterapia direcionada ao receptor Fc gama ou à proteína Cdc42 “poderia retardar a progressão da doença e proteger a função dos neurônios dopaminérgicos”.
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