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MADRID 13 nov. (EUROPA PRESS) -
Uma equipe internacional de pesquisadores, liderada pelo Cancer Research Centre (CSIC-Universidade de Salamanca- FICUS), descobriu um possível mecanismo envolvido na resistência a terapias hormonais no câncer de mama luminal, um dos mais prevalentes e mais complexos de tratar atualmente.
O estudo, publicado na revista Nucleic Acids Research, demonstrou que a proteína FOXA1, que atua como um interruptor celular que controla o crescimento do tumor, muda seu comportamento de acordo com seu estado acelular, uma "marca química" que, quando perdida, faz com que a proteína se torne mais ativa e colabore com os receptores HER2 e HER3, ajudando o tumor a evitar tratamentos que bloqueiam o receptor de estrogênio, outra proteína que alimenta o crescimento de muitos tumores de mama.
"Esses resultados nos aproximam da medicina personalizada no câncer de mama, o que nos permite prever quais pacientes se beneficiarão das combinações terapêuticas e reduzir a taxa de recaída após os tratamentos hormonais. Isso é especialmente relevante para tumores com HER2 baixo, cujo conhecimento é mais limitado", disse o investigador principal do Cancer Research Centre e líder da pesquisa, Antoni Hurtado.
Os cientistas também demonstraram em modelos celulares e animais que a ativação do HER2/HER3 causa a desacetilação do FOXA1, o que permite que ele escape do controle hormonal e ative genes associados a um pior prognóstico e menor resposta a alguns tratamentos, como o fulvestrant, um medicamento usado na segunda linha de tratamento para o câncer de mama luminal.
Eles também revelaram que uma proteína chamada HDAC2 desempenha um papel "essencial" na forma como determinados sinais promovem o crescimento do tumor, atuando como um interruptor que ajuda os sinais HER2 e HER3 a funcionar.
ESTRATÉGIAS PARA BLOQUEAR A HDAC2
O uso de inibidores seletivos da histona desacetilase (HDAC), como a romidepsina, tem sido bem-sucedido na restauração do controle hormonal do crescimento das células tumorais, abrindo caminho para estudos clínicos mais personalizados e novas combinações terapêuticas.
Além disso, eles destacaram a combinação de terapias que têm como alvo a sinalização HER2/HER3 e o receptor de estrogênio, que demonstraram a capacidade de reverter a resistência em tumores com HER2 baixo.
Esse tipo de tumor não tem tanto HER2 quanto os tumores mais agressivos, mas também não está ausente neles, portanto, eles respondem de forma diferente ao tratamento e é necessário procurar terapias específicas para eles.
A pesquisa foi co-liderada pela pesquisadora Sandra López, do Functional Cancer Genomics Group do Cancer Research Centre (CSIC-Universidade de Salamanca-FICUS) e do Cell Cycle Regulation Group (anteriormente no Institute of Biosciences da Universidade de Oslo e atualmente no Institute of Functional Biology and Genomics (USAL-CSIC).
As descobertas surgiram de uma colaboração com o Institute of Biosciences (Universidade de Oslo, Suécia), o Institute for Cancer Research (Norwegian Radium Hospital, Noruega) e outros centros importantes na Europa, e foram financiadas pelo programa Horizon 2020 da União Europeia e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia do governo espanhol.
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