Publicado 03/06/2026 11:36

O desafio da IA nas PMEs: apenas 33% levaram seus projetos-piloto de IA para a fase de produção

Uma pessoa trabalhando com um chatbot com IA
H&K

MADRID 3 jun. (Portaltic/EP) -

Apenas 33% das pequenas e médias empresas conseguiram escalar seus projetos-piloto para o nível de produção, um dado que reflete uma lacuna na adoção dessa tecnologia, já que muitas empresas a testam, mas poucas conseguem escalá-la.

88% das organizações utilizam IA em pelo menos uma função, mas, conforme indica a consultoria tecnológica h&k em seu decálogo, "79% não possui um modelo de governança para a IA, apenas 25% das iniciativas proporcionam o retorno esperado e apenas 20% das empresas utilizam essas ferramentas para aumentar a receita".

Esses dados ilustram a situação atual da grande maioria das PMEs, que não conseguem acompanhar o ritmo de avanço da IA. É o que esclarece o copresidente e responsável pela Tecnologia da h&k, Javier Tejada, ao mencionar que “a IA está chegando às PMEs antes de seus modelos de controle. Muitas começaram testando ferramentas, mas ainda não definiram quem as controla, quais riscos assumem ou como vão medir seu impacto".

A empresa destaca que, enquanto 60% dos que têm acesso à IA a utilizam diariamente, apenas 36% sentem que estão suficientemente capacitados. Além disso, destaca o obstáculo que representa não conseguir ultrapassar a barreira de passar do teste da IA para sua implementação em produção.

A h&k compartilha um dado que ilustra perfeitamente essa situação ao apontar que “apenas 33% começaram a escalar para a produção e 74% reconhecem dificuldades para gerar valor além dos projetos-piloto”. Isso se traduz em problemas para utilizá-la de forma a aumentar a receita, uma meta que apenas 20% das PMEs conseguem atingir.

Outros pontos-chave que a h&k destaca são o erro de aplicar a IA em processos que já se mostraram ineficientes, a falta de um modelo de governança e as dificuldades em medir efetivamente o retorno esperado de uma tecnologia que está revolucionando o setor quando aplicada corretamente.

Há outros pontos que a h&k destaca, como a pressão que representa o fato de “fazer algo com IA”, a dificuldade de apenas 23% das empresas serem capazes de escalar agentes de IA de um chatbot para uma IA autônoma, e o desafio de requalificar a força de trabalho da organização.

A h&k compartilhou o que considera serem as quatro decisões que devem ser tomadas para que uma organização embarque no trem de alta velocidade da IA generativa. A primeira é a ambição de tratar a IA como uma transformação empresarial. A segunda é o enfoque necessário para priorizar menos casos, mas executados com melhor qualidade.

A terceira decisão diz respeito à disciplina de implementar uma governança (por meio de um comitê de IA, supervisão humana e critérios claros), KPIs e revisões periódicas. Por fim, a quarta decisão se concentra na formação do pessoal.

A empresa encerra o decálogo, que pode ser baixado de seu site, alertando para a importância de que “a IA só gera valor quando está integrada à estratégia corporativa, conectada aos processos-chave e conta com um modelo de governança que garanta segurança, escalabilidade e impacto real nos negócios”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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