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MADRID 11 set. (EUROPA PRESS) -
O diretor do Instituto de Dermatologia Integral (IDEI), Miguel Sánchez Viera, recomendou às pessoas que sofrem de dermatite atópica que mantenham um “cuidado constante” com a pele, mesmo que não apresentem sintomas, para ajudar a preservar a barreira cutânea e reduzir o impacto do frio, do vento, da secura ambiental e de outras agressões externas.
A dermatite atópica afeta cerca de 2,7 milhões de pessoas na Espanha, ou seja, aproximadamente 5,6% da população, que apresenta sintomas como vermelhidão, descamação ou coceira. No entanto, quando esses sintomas desaparecem, muitos pacientes tendem a considerar que o problema está resolvido.
“Um dos erros mais frequentes é pensar que a pele só precisa de cuidados quando surgem os sintomas”, destacou Sánchez Viera, que lembrou, por ocasião do Dia Mundial da Dermatite Atópica, que essa é uma doença crônica, portanto, os cuidados com a pele não devem se limitar aos momentos em que ocorre um surto.
ROTINA DIÁRIA
O dermatologista explicou que os pacientes devem seguir uma rotina diária de cuidados, adaptada às características de sua pele e aos fatores que desencadeiam ou agravam seus sintomas.
Nesse sentido, ele destacou que o recomendável é realizar uma higiene suave, utilizando produtos adequados para peles sensíveis e evitando aqueles que possam ser agressivos ou irritantes. Também devem aplicar cremes hidratantes e umectantes regularmente, pois ajudam a repor a umidade e a reduzir sua perda; ao mesmo tempo, fórmulas com ingredientes como ceramidas, pantenol, ureia ou ácido hialurônico podem contribuir para o cuidado da barreira cutânea.
Após a higiene, ele aconselhou secar a pele suavemente, sem esfregar, para evitar causar irritação. Além disso, destacou a importância de se proteger do frio, já que ele pode favorecer o ressecamento e aumentar a reatividade da pele; e, caso haja sensibilidade a fibras sintéticas ou à lã, sugeriu o uso de tecidos macios, como o algodão.
Entre outras medidas, ele também recomendou controlar a umidade do ambiente, pois explicou que o aquecimento pode reduzir a umidade interna; portanto, manter um nível adequado de umidade pode ajudar a prevenir o ressecamento.
QUANDO CONSULTAR UM ESPECIALISTA
Apesar de seguir uma rotina de cuidados, Miguel Sánchez Viera alertou que, caso surjam erupções que piorem, descamações que não melhorem, rachaduras ou feridas, deve-se consultar um dermatologista para avaliar a situação e estabelecer as medidas necessárias.
“Os cuidados diários são um complemento ao tratamento médico e não devem substituir a avaliação de um especialista quando a doença se agrava. O objetivo é que o paciente conheça sua pele, identifique os fatores que a irritam e saiba quando precisa de ajuda médica”, concluiu.
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