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MADRID 12 jun. (EUROPA PRESS) -
O diretor do Instituto de Dermatologia Integral (IDEI), o Dr. Miguel Sánchez Viera, alerta que “os danos causados pelo sol se acumulam ao longo da vida e grande parte deles ocorre em atividades diárias que passam despercebidas”.
“Um dos principais erros que continuamos observando é pensar que só existe risco quando vamos à praia ou quando nos queimamos”, explica o médico, por ocasião do Dia Mundial do Câncer de Pele, comemorado neste sábado, 13 de junho.
Uma parte muito importante da radiação ultravioleta que a pele recebe ocorre durante atividades cotidianas aparentemente inofensivas, como passear pela cidade, sentar-se em uma esplanada, praticar esportes ao ar livre, trabalhar ao ar livre ou até mesmo dirigir. Essa realidade ganha especial relevância em um momento em que o câncer de pele continua aumentando na Espanha.
Este ano, serão diagnosticados 8.074 novos casos de melanoma, segundo a SEOM. A eles somam-se cerca de 78.000 casos de câncer de pele não melanoma, tornando os tumores cutâneos um dos tipos de câncer mais frequentes na Espanha.
“A população costuma associar o protetor solar ao banho de mar. No entanto, a pele recebe radiação ultravioleta exatamente da mesma forma quando passeamos pela cidade, praticamos esportes ou passamos várias horas sentados em uma esplanada”, destaca Sánchez Viera.
Agricultores, jardineiros, pedreiros, entregadores, policiais, socorristas, etc. fazem parte dos grupos com maior exposição acumulada à radiação solar. Esses profissionais apresentam maior risco de desenvolver cânceres de pele devido à exposição repetida ao longo dos anos.
"O risco não depende apenas da intensidade do sol, mas também do tempo acumulado de exposição ao longo da vida profissional", explica o especialista.
DIRIGIR TAMBÉM EXPONE À RADIAÇÃO SOLAR
Outro aspecto pouco conhecido é o impacto da radiação solar durante a condução. Embora o para-brisa bloqueie grande parte da radiação UVB, responsável pelas queimaduras solares, ele permite a passagem de uma quantidade significativa de radiação UVA, associada ao fotoenvelhecimento e aos danos acumulativos ao DNA celular.
Por esse motivo, o especialista explica que se observa com frequência um maior envelhecimento cutâneo e uma maior incidência de lesões pré-cancerosas no lado do corpo mais exposto ao sol durante anos de direção.
Além disso, ele lembra que “a pele tem memória. Muitas vezes, o câncer que diagnosticamos hoje é consequência de exposições solares que começaram décadas atrás".
DIAGNÓSTICO PRECOCE: A MELHOR FERRAMENTA
Apesar do aumento de casos, os especialistas lembram que o câncer de pele é um dos tumores mais evitáveis e que, quando detectado precocemente, as chances de cura são muito altas. “Devemos parar de pensar na proteção solar como algo exclusivo das férias. A verdadeira prevenção se constrói com pequenos hábitos diários que mantemos ao longo da vida", conclui Sánchez Viera.
Os especialistas insistem na necessidade de incorporar a fotoproteção à rotina diária, especialmente durante os meses de maior radiação solar. Para isso, é preciso aplicar protetor solar de amplo espectro todos os dias nas áreas mais expostas, como rosto, pescoço e mãos, e reaplicá-lo a cada duas horas quando se estiver ao ar livre ou suando intensamente.
Da mesma forma, recomenda-se usar óculos de sol homologados, chapéus ou bonés, procurar áreas de sombra sempre que possível e usar roupas com tecidos densos ou fotoprotetores em trabalhos e atividades prolongadas ao ar livre.
Também é importante realizar exames periódicos, especialmente em pessoas com histórico familiar de câncer de pele, pele clara ou um número elevado de pintas.
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