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MADRID 27 abr. (EUROPA PRESS) -
A demanda acumulada por produtos para combater a alergia sazonal nas farmácias comunitárias cresceu 8% no último ano, de acordo com o Observatório de Tendências da Cofares, que registra um aumento nas vendas coincidindo com a chegada antecipada da primavera.
O Observatório destaca que, embora todos os anos se observe um padrão sazonal claro, com picos em abril e maio — meses em que tradicionalmente se atingem as maiores concentrações de pólen —, neste ano de 2026 registrou-se um volume de vendas “bastante elevado” já desde o mês de março, situando-se muito acima dos níveis dos dois anos anteriores. Assim, em março, foram registradas mais de 18 milhões de vendas de produtos anti-histamínicos da Cofares às farmácias.
A cooperativa explica que a temporada de alergias chegou mais cedo este ano como consequência de um inverno de chuvas intensas, que se soma ao aumento das temperaturas e aos altos níveis de poluição. Isso não só acelerou o aparecimento da alergia sazonal, como também intensificou seus sintomas. Portanto, a população afetada enfrenta uma mudança de estação complicada, marcada por uma carga alérgica mais severa do que o habitual.
Os anti-histamínicos tópicos — medicamentos na forma de cremes, géis ou emulsões para aliviar os sintomas alérgicos — registraram um crescimento de 20% no último ano, apesar de representarem apenas 10% dos produtos desse segmento procurados pelas farmácias.
Seguem-se os produtos de higiene nasal e ocular, que ganham peso sistematicamente, com um crescimento de 9% em 2026 e um recorde de demanda no mês de março. Além disso, os anti-histamínicos orais e parenterais, que representam 41% dos produtos, aumentaram 8%.
Por sua vez, a demanda por corticosteroides intranasais mantém-se em níveis semelhantes aos do ano passado. E uma pequena proporção da demanda corresponde aos antagonistas de leucotrienos e aos extratos alergênicos.
Em relação à distribuição geográfica, a Comunidade de Madri lidera o “ranking” nacional, representando 29% — 10% a mais do que em 2025 — da demanda total de produtos para o tratamento da alergia. Nesse contexto, os especialistas apontam que as gramíneas estão superando os níveis habituais em áreas como a capital, o que poderia explicar esse aumento. A seguir a essa região, vêm a Catalunha, com 14% (+8%), e a Comunidade Valenciana, com 13% (+4%).
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