Carlos Luján - Europa Press - Arquivo
MADRID 24 ago. (EUROPA PRESS) -
A delegação do Ministério da Saúde, liderada pelo secretário de Estado da Saúde e presidente do Instituto Nacional de Gestão Sanitária (Ingesa), Javier Padilla, já se encontra em Ceuta para avaliar o impacto da crise migratória no Hospital Universitário e nos serviços de Atenção Primária da cidade autônoma.
A delegação realizará nesta segunda-feira várias reuniões com técnicos e alguns representantes políticos do Ministério, responsável pelas competências sanitárias da cidade autônoma.
Padilla poderá permanecer vários dias em Ceuta durante esta visita, que ocorrerá oito dias após a realizada pela ministra da Saúde, Mónica García, que comparecerá na quinta-feira à Comissão de Saúde do Congresso em uma sessão extraordinária para explicar sua gestão nesta crise.
Sua visita a Ceuta foi marcada por polêmica, pois, ao retornar a Madri, ela questionou a gestão do governo local, afirmando que este não foi “suficientemente ágil” para habilitar espaços para os imigrantes que chegaram. Além disso, ela classificou como “xenofobia” os alertas sobre o possível custo adicional ou saturação do sistema público de saúde da cidade.
O presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas (PP), respondeu à ministra no dia seguinte, lembrando que “ninguém pode dar lições de solidariedade a Ceuta”. Além disso, classificou o comportamento dela como “absolutamente incorreto” e a acusou de “tentar se eximir e fugir da responsabilidade, jogando a culpa no governo autônomo”.
VACINAS PARA OS IMIGRANTES
Da mesma forma, o Ministério da Saúde convocou nesta segunda-feira as comunidades autônomas para fornecer vacinas aos milhares de imigrantes que se estabeleceram de forma irregular na cidade autônoma de Ceuta após a travessia de Marrocos a partir do último dia 30 de julho, na qual participaram cerca de 80.000 pessoas.
Conforme declarou a ministra da Saúde, Mónica García, na rede social ‘X’, a reunião da Comissão de Saúde Pública ocorre nesta segunda-feira “em continuidade à reunião do grupo de trabalho sobre vacinas realizada na semana passada”, com o objetivo de “facilitar a doação de vacinas à Cidade de Ceuta enquanto o governo municipal adquire mais doses no exercício de suas competências”.
A reunião, que será realizada às 12h por videoconferência, tem um único item na pauta: “Mecanismo de solidariedade para vacinas em relação à situação em Ceuta”. Entre as vacinas mais solicitadas estão a trivalente, a varicela, a poliomielite, o tétano e a difteria.
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