JUAN CARLOS / PRESIDENCIA VENEZUELA
MADRID 2 jul. (EUROPA PRESS) -
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, visitou os hospitais de campanha instalados recentemente por delegações estrangeiras após os fortes terremotos registrados em 24 de junho no país, que já deixaram, até o momento, cerca de 2.300 mortos.
Esses centros hospitalares foram instalados por “delegações estrangeiras compostas pela Cruz Vermelha Internacional, Estados Unidos, França, Peru, Alemanha e Jordânia no estado de La Guaira”, que se encontra militarizado por ter sido o mais afetado pelos terremotos.
Atualmente, a Venezuela conta com mais de 3.300 socorristas estrangeiros de 27 países mobilizados nas áreas afetadas, conforme informou o Ministério da Comunicação em um comunicado. “Rodríguez conversou com seus representantes sobre as elevadas capacidades técnicas disponibilizadas para atender à emergência em La Guaira”, afirma o documento.
Essa mobilização serviu para “destacar a extraordinária conquista técnica e humana alcançada (...), reflexo da eficácia das equipes de resgate urbano”. “Essa importante missão faz parte do mobilização global de equipes de resgate estrangeiras que atuam neste momento nas áreas afetadas, incluindo unidades caninas de rastreamento, especialistas em busca e assistência médica de ponta”, explicou.
Além disso, a presidente supervisionou uma reunião com os diferentes órgãos de segurança para avaliar as áreas afetadas pelos terremotos e liderou uma sessão estratégica com os órgãos de segurança do Estado para “analisar os protocolos de atendimento implementados nos territórios impactados pelos movimentos sísmicos”.
Nessa mesa de trabalho estiveram presentes figuras-chave como o ministro do Interior, Diosdado Cabello, o ministro da Defesa, Gustavo González López, o chefe da Guarda Nacional Bolivariana, Juan Ernesto Sulbarán, e o diretor do Serviço Bolivariano de Inteligência (SEBIN), Alexis Rodríguez.
Durante o encontro, todos abordaram detalhadamente “a logística operacional, priorizando a vigilância militar nas áreas críticas, a gestão rigorosa das vias de acesso e o avanço constante das operações especializadas de resgate e remoção de escombros”, afirma o comunicado.
Além disso, foram definidas as linhas de ação “diante do período de luto nacional de sete dias decretado pelo Executivo para honrar a memória dos cidadãos falecidos e reafirmar o apoio absoluto às famílias afetadas por esta lamentável situação”.
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