Publicado 24/09/2026 10:20

A Defesa da Saúde Pública considera a reforma do decreto real sobre as listas de espera um “passo necessário”

Archivo - Arquivo - Médica em um consultório.
DEMAERRE/ISTOCK - Arquivo

MADRID 24 set. (EUROPA PRESS) -

A Federação de Associações para a Defesa da Saúde Pública (FADSP) considerou um “passo necessário” a reforma iniciada pelo Ministério da Saúde do Decreto Real 605/2003, que regulamenta o tratamento padronizado das informações sobre listas de espera, uma vez que considera que o texto em vigor foi “claramente ultrapassado pela realidade atual do Sistema Nacional de Saúde” (SNS).

“As estatísticas devem servir para corrigir os problemas e exigir responsabilidades, com o objetivo de que a população receba a assistência de que necessita em tempo hábil”, destacou a federação em um comunicado, no qual detalha diversos aspectos que considera necessário garantir.

Em primeiro lugar, a FADSP instou a que se zele pelo cumprimento da indicação médica como ponto de partida para o cálculo do tempo de espera. Por sua vez, avaliou positivamente a proibição de listas de pacientes fora do registro e a garantia de sua inclusão, mesmo que não haja uma consulta disponível.

A federação também lembrou que os tempos de espera são cumulativos e começam na Atenção Primária (AP), enquanto as estatísticas “contabilizam cada fase separadamente e não refletem todo o atraso acumulado”. Por isso, após classificar como “avanço” a incorporação da medição do tempo de espera na AP, destacou que deve ser contabilizado todo o tempo desde o momento em que a atenção é solicitada no centro de saúde até o recebimento do tratamento necessário.

Além disso, exigiu que as pessoas encaminhadas a centros conveniados permaneçam na lista de espera até que recebam o atendimento. “Porque um encaminhamento não pode ser usado para apresentar como resolvida uma espera que continua pendente. Tampouco deve servir para continuar desviando recursos públicos para empresas privadas”, explicou.

MUDANÇAS DE PRIORIDADE COM AVALIAÇÃO CLÍNICA

Diante da suposta alteração nas listas de espera do Hospital Universitário Ramón y Cajal, ele ressaltou a necessidade de que qualquer mudança de prioridade se baseie em uma avaliação clínica justificada e, além disso, seja registrada, com controles independentes e proteção para quem denunciar irregularidades.

Por outro lado, destacou o direito do paciente de conhecer sua situação nas listas de espera, algo que pode ser facilitado pela digitalização.

A federação apontou que realizar uma medição “mais completa, periódica, homogênea e transparente” pode revelar atrasos que, atualmente, não são refletidos adequadamente. Nesse sentido, explicou que, caso os números oficiais aumentem após a implantação do novo sistema, não se trataria de um problema novo, mas da situação que a FADSP vem denunciando há “décadas”.

Paralelamente, destacou que, para conseguir reduzir as listas de espera, as comunidades autônomas devem reforçar a Atenção Primária e aproveitar “plenamente” a capacidade do sistema de saúde pública, dotando-o de financiamento suficiente e direcionado, equipes adequadas, aumento do número de leitos hospitalares públicos e pondo fim ao “desvio de dinheiro público para empresas privadas por meio de acordos de prestação de serviços e privatizações”.

Para isso, exigiu o compromisso dos profissionais com o sistema público, sobretudo dos chefes de serviço que gerenciam as listas de espera, aos quais exigiu “dedicação exclusiva” ao SNS.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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