Eduardo Parra - Europa Press
MADRID 25 fev. (EUROPA PRESS) -
A Federação de Associações para a Defesa da Saúde Pública (FADSP) demonstrou seu apoio ao Plano de Ação de Saúde Mental 2025-2027, apresentado no Conselho Interterritorial, lamentando que "no final não pôde ir adiante devido à oposição das comunidades autônomas governadas pelo PP", que considera uma "clara demonstração de oportunismo político".
Nesse sentido, a FADSP destaca que esse Plano foi o resultado de um processo de consenso com a participação de 30 sociedades científicas, associações profissionais, pacientes e agentes da sociedade civil, bem como pessoal técnico de todas as comunidades autônomas, por meio do trabalho dos comitês institucionais e técnicos do Ministério da Saúde.
Assim, lembra que a maioria das sociedades de psiquiatria e psicologia apoia o Plano de Saúde Mental e "condena o fato de que o confronto político no Conselho Interterritorial buscado pelo PP o tenha dinamitado, prejudicando pacientes, famílias e profissionais".
Por isso, destaca que esse Plano "tem o respaldo" da maioria dos profissionais e associações do setor e assinala que somente a SEPSM (Sociedade Espanhola de Psiquiatria e Saúde Mental) se desvinculou "tardiamente" do Plano. "E com argumentos pouco sólidos, como a falsidade de que reduz o número de profissionais e que a redução do abuso de drogas psicotrópicas estigmatiza", acrescentou.
Sobre esse ponto, ele ressalta que o Plano de Ação de Saúde Mental 2025-2027 estabelece oito linhas estratégicas fundamentais para a melhoria do atendimento na comunidade. "Ele aborda o aumento do número de profissionais, com ênfase especial em psicologia clínica, psiquiatria infantil e adolescente e enfermagem em saúde mental", ressalta.
Ele destaca ainda que o Plano enfatiza a promoção da saúde mental comunitária, a busca de alternativas à hospitalização diante de crises psicopatológicas, a melhoria do atendimento aos grupos mais vulneráveis, o fortalecimento dos direitos dos usuários e de suas famílias, bem como a criação de sistemas de monitoramento e coleta de informações.
Além disso, reconhece que o Plano também avança no campo da saúde mental relacionada às condições de trabalho e aborda a questão da desprescrição, que é de importância crucial, dado o consumo excessivo de drogas psicotrópicas na população.
Portanto, insta o órgão competente a reconsiderar sua posição, pois considera o Plano "um avanço para a saúde mental dentro do Sistema Nacional de Saúde".
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