MADRID 19 jul. (EUROPA PRESS) -
A juíza federal mexicana Alejandra Ramírez de la Vega determinou a prisão preventiva do ex-governador da Baixa Califórnia, Ernesto Ruffo Appel, e de mais sete pessoas por seu suposto envolvimento no contrabando de mais de 15 milhões de litros de combustível, causando um prejuízo aos cofres públicos de mais de 4 bilhões de pesos (quase 200 milhões de euros).
Ramírez, juíza de controle do Centro de Justiça Penal Federal com sede em Almoloya de Juárez, no Estado do México, recebeu mais de cem elementos de prova contra os acusados, preparados pela Promotoria Especializada em Crimes Organizados (FEMDO), incluindo a apreensão de hidrocarbonetos e operações financeiras realizadas pela empresa Ingemar, fundada pelo ex-governador.
Os acusados, indiciados pelos crimes de crime organizado e contrabando de combustível, foram transferidos para a prisão de segurança máxima de Altiplano, no Estado do México. No caso de José María Peña Ramos e Guillermo de la Peña Rosales, a juíza determinou que permaneçam em prisão preventiva em suas residências por motivos de saúde, informa o jornal “Milenio”.
Ruffo Appel faria parte do que é considerado a maior rede de contrabando de combustível detectada até o momento, com a participação de várias empresas e funcionários da alfândega.
O produto provém de refinarias localizadas no Texas, nos Estados Unidos, e era distribuído principalmente em Coahuila, Durango e Zacatecas, sem que fossem realizadas as devidas inspeções alfandegárias. A rede declarava apenas 10% da capacidade real de cada vagão-tanque ferroviário.
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