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MADRID 27 ago. (EUROPA PRESS) -
O líder espiritual dos tibetanos, o Dalai Lama, expressou nesta quinta-feira suas condolências às vítimas da “tragédia” das enchentes no norte do Nepal, na fronteira com a região chinesa do Tibete, um desastre que já deixou mais de 270 mortos e cerca de mil desaparecidos nos dois países.
“Fico profundamente triste ao tomar conhecimento das inundações devastadoras na região de Rasuwa, no Nepal, e em Kyirong, no Tibete, que causaram perdas humanas e graves danos estruturais”, afirmou em uma mensagem divulgada por seu gabinete. “Rezo por todos aqueles que perderam a vida e ofereço minhas mais sinceras condolências aos familiares das vítimas e a todos os afetados por essa tragédia”, acrescentou.
“Como essa região também já sofreu calamidades no passado, esses são, sem dúvida, sintomas de uma causa subjacente mais profunda, seja a mudança climática ou outros fatores”, observou, sem especificar a que se referia. “Espero que sejam tomadas as medidas de acompanhamento adequadas, sempre que possível, para ajudar a garantir que tais desastres não se repitam”, concluiu.
As autoridades do Nepal elevaram nesta quinta-feira para 270 o número de mortos em decorrência das enchentes, um evento que também deixou centenas de desaparecidos. A esses números somam-se pelo menos três mortos e cerca de 560 desaparecidos, entre eles 260 estrangeiros, em território chinês, conforme informaram nesta mesma quinta-feira as autoridades da China.
A devastadora enchente e o deslizamento de terra teriam sido causados pelo “colapso de uma geleira” a montante, conforme indicado nesta quinta-feira pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que declarou que as imagens de satélite analisadas levaram à conclusão de que “não ocorreu nenhum terremoto” na região que possa estar relacionado à catástrofe.
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