Publicado 05/11/2026 10:54

O custo do tratamento de todas as cáries na Espanha ultrapassaria 2,5 bilhões de euros, segundo um estudo

O Conselho Geral de Odontologistas pede a ampliação do Plano de Saúde Bucal e priorização da prevenção

Archivo - Arquivo - Dentista examinando uma paciente.
ANTONIOGUILLEM/ISTOCK - Arquivo

MADRID, 5 nov. (EUROPA PRESS) -

O Conselho Geral de Odontologistas e a Fundação Odontológica Espanhola (FDE) estimaram que tratar todas as pessoas com cáries entre 12 e 74 anos na Espanha custaria 2.561,3 milhões de euros, o que equivale a uma média de 64,46 euros por habitante nessa faixa etária.

Isso é o que se depreende do estudo “Análise dos custos de restauração decorrentes da cárie dentária na Espanha”, que se baseia em um modelo desenvolvido a partir dos dados epidemiológicos da “Pesquisa de Saúde Bucal na Espanha 2025” e utiliza como referência a população espanhola estimada para 2026.

“Estamos falando de mais de 2.500 milhões de euros em necessidades de tratamento de uma doença que, em grande parte, pode ser prevenida”, afirmou o presidente do Conselho Geral de Dentistas, Óscar Castro Reino, por isso, ele instou a priorizar a saúde bucal nas políticas de saúde e a garantir financiamento para assegurar o acesso a todos os cidadãos.

O modelo permite calcular as necessidades de tratamento restaurador nas diferentes faixas etárias, incorporando também variáveis socioeconômicas e custos de referência das intervenções odontológicas.

A análise foi realizada tomando como referência uma população de 39,7 milhões de pessoas e contempla os tratamentos necessários para restaurar os dentes afetados por cáries, como obturações, endodontias, coroas e extrações.

As faixas etárias nas quais se concentraria o maior gasto são as de 65 a 74 anos (466,2 milhões de euros), 35 a 44 anos (429,2 milhões) e 50 a 54 anos (302,6 milhões).

O Conselho Geral de Odontologistas esclareceu que se trata de uma estimativa econômica das necessidades de atendimento existentes, e não de um gasto com saúde já realizado nem de uma previsão orçamentária anual.

AMPLIAR O PLANO DE SAÚDE BUCAL

Nesse contexto, o Conselho Geral de Odontologistas destacou a necessidade de ampliar o Plano de Saúde Bucal do Sistema Nacional de Saúde, dotando-o de um financiamento suficiente e sustentável que permita melhorar a cobertura assistencial, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

Conforme alertou, existem importantes necessidades de atendimento odontológico não atendidas pelo sistema público. Da mesma forma, Castro defendeu que se dê “maior destaque” à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao atendimento contínuo. “Não podemos continuar abordando a saúde bucodental apenas quando a doença aparece”, ressaltou.

A cárie é uma doença multifatorial, relacionada à presença de biofilme dentário, ao consumo frequente de açúcares e a outros fatores individuais. Sua progressão pode causar dor, infecções, destruição dos tecidos dentários e, nos casos mais avançados, a perda dos dentes.

Os dentistas têm insistido que grande parte de suas consequências pode ser evitada por meio de hábitos adequados de higiene bucal, alimentação saudável, uso de cremes dentais com flúor e consultas periódicas ao dentista, com frequência adaptada às necessidades e ao risco de cada pessoa.

“A melhor maneira de combater a cárie é evitar que ela apareça. E, quando ela já se desenvolveu, detectá-la o mais cedo possível. Um exame oportuno pode evitar um tratamento de canal, uma extração ou uma restauração posterior. Por isso, devemos fazer com que ir ao dentista de forma preventiva se torne um hábito comum entre a população e não uma decisão tomada apenas quando surge a dor”, afirmou o presidente do Conselho Geral de Dentistas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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