MADRID, 17 mar. (EUROPA PRESS) -
Uma delegação da Central Sindical Independente e de Funcionários (CSIF) participará da reunião do Conselho Geral da Mutualidade Geral dos Funcionários Civis do Estado (Muface), marcada para 18 de março, na qual será solicitado um balanço do primeiro ano do novo acordo e serão apresentadas reclamações por recusa de exames, intervenções e dispensação de medicamentos.
De acordo com dados fornecidos por este órgão do Ministério da Transformação Digital e da Função Pública, no início de 2026, um total de 30.711 mutualistas exerceram o direito de mudar de entidade e, desses, 4.281 decidiram migrar para a Saúde Pública. As transferências para o Instituto Nacional da Previdência Social (INSS) provêm, principalmente, da seguradora Adeslas, por ser a entidade conveniada com o maior número de associados.
Dessa forma, os mutualistas inscritos em entidades conveniadas situam-se, após a consolidação dos dados de janeiro, em 62%, contra 38% dos que escolheram a opção pública, continuou esta organização sindical, que acrescentou que a saída da DKV do acordo, a incerteza gerada, somada à falta de especialistas e aos atrasos nas consultas, propiciaram essa saída dos mutualistas.
Aprofundando as reclamações recebidas, o CSIF destacou que se trata, fundamentalmente, de recusa de exames PET prescritos em Oncologia, recusa de intervenções cirúrgicas com técnicas prescritas, recusa na dispensação de medicamentos hospitalares, bem como na cobertura de diversos medicamentos, e atrasos no reembolso de valores financeiros por atendimento médico no exterior.
Além disso, foram detectadas a falta de especialistas e de médicos na Atenção Primária, o desaparecimento de equipes médicas em determinadas cidades, problemas para marcar consultas iniciais, discriminação territorial entre cidades, diferenças de tratamento, redução da oferta e concentração de especialistas em centros próprios, bem como obstáculos burocráticos, prosseguiu, após o que lembrou as dificuldades com que o acordo foi implementado e os problemas de financiamento.
SISTEMA INTEGRADO DE RECEITA ELETRÔNICA
Por outro lado, e devido ao fato de que na referida reunião serão apresentadas informações sobre o Sistema Integrado de Receita Eletrônica, ele destacou que, no último dia 27 de fevereiro, o sistema foi lançado na Comunidade Valenciana e, no próximo dia 23 de março, será implementado em Castela e Leão. Com essas duas novas comunidades autônomas, restarão apenas a Catalunha e a Andaluzia para a implantação em toda a Espanha, o que deverá ocorrer, previsivelmente, antes de junho.
A implantação em cada território depende de todas as farmácias terem o software instalado e operacional para poderem dispensar as receitas eletrônicas convenenciadas, afirmou o CSIF, que concluiu sinalizando que, apesar da implantação progressiva da receita, ela mal chega a 30% dos mutualistas devido à falta de equipamentos informáticos nos centros médicos convenenciados e ao escasso envolvimento dos médicos na emissão das receitas.
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