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MADRID 31 mar. (EUROPA PRESS) -
A Central Sindical Independente e dos Funcionários (CSIF) solicitou que o Observatório para a Prevenção do Suicídio, cuja criação foi aprovada nesta terça-feira pelo Conselho de Ministros, inclua em suas análises as condições de trabalho, uma vez que estas podem atuar como fator agravante de comportamentos suicidas.
A CSIF saudou a criação deste Observatório, que o sindicato vinha reivindicando há anos como uma ferramenta necessária para proteger a saúde mental, construir ambientes de trabalho seguros e prevenir comportamentos que possam levar ao estresse crônico e a riscos psicossociais.
O suicídio é uma das principais causas de mortalidade na Espanha. De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2024 foram registrados 3.846 suicídios (2.834 homens e 1.012 mulheres), o que representa uma redução de 6,6% em relação a 2023, mas ainda mais de 10 mortes por dia.
O sindicato afirmou que o comportamento suicida está, em muitos casos, ligado ao ambiente de trabalho, como consequência do estresse crônico, do assédio no trabalho, da instabilidade, da pressão excessiva ou da falta de apoio emocional. Profissionais da saúde, forças de segurança, equipes de emergência, professores, assistentes sociais e funcionários de instituições são grupos especialmente vulneráveis.
Segundo o sindicato, faltam protocolos generalizados nas empresas e administrações para prevenir o suicídio e abordar os riscos psicossociais. Enquanto os problemas de saúde mental no trabalho são cada vez mais frequentes, o sindicato criticou o fato de que as seguradoras de acidentes de trabalho e os serviços de prevenção não estão assumindo seu papel fundamental na proteção da saúde mental.
Nesse sentido, ele instou pela implementação de medidas para garantir ambientes de trabalho saudáveis que promovam a saúde mental e previnam o suicídio. Entre elas, ele pediu que a profissão seja incluída nos registros nacionais de suicídio para identificar fatores laborais, bem como a elaboração de planos de prevenção adaptados a cada setor, com a participação de delegados de prevenção.
Também exigiu que o risco de suicídio seja incorporado às avaliações de riscos ocupacionais; que seja garantida a presença de especialistas em saúde mental nos serviços de prevenção e o acesso a atendimento psicológico gratuito, externo e confidencial; e que sejam capacitados delegados sindicais, gerentes de nível médio e responsáveis por recursos humanos para detectar sinais de alerta.
Além disso, a organização sindical solicitou melhorias nas condições de trabalho, por meio da redução da carga de trabalho, da promoção da conciliação entre vida profissional e pessoal, da estabilidade e de ambientes livres de violência; da criação de recursos preventivos psicossociais e comissões de saúde mental no âmbito laboral; e da implementação de recursos de apoio para funcionários em risco de suicídio ou sobreviventes.
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