Publicado 16/06/2026 08:12

O CSIF não descarta “nenhuma medida de pressão” caso a “discriminação no trabalho” contra os técnicos de saúde continue

O CSIF afirma não descartar “nenhuma medida de pressão” caso a “discriminação no trabalho” contra os técnicos de saúde continue
EUROPA PRESS

MADRID 16 jun. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Setor Nacional de Saúde da Central Sindical Independente e de Funcionários (CSIF), Fernando Hontangas, afirmou que não descarta “nenhuma medida de pressão” se continuar a “discriminação laboral e profissional” que, segundo ele, afeta os técnicos de saúde, motivo pelo qual registrou uma carta junto ao Provedor de Justiça, em Madri.

O motivo dessa “queixa”, que também será encaminhada nesta terça-feira ao presidente do Governo, Pedro Sánchez, e aos grupos parlamentares da Câmara dos Deputados, é “a situação pela qual estão passando” os técnicos de saúde de nível médio e os técnicos de saúde de nível superior, indicou ele, acrescentando que isso é “o reflexo do que está acontecendo no Sistema Nacional de Saúde (SNS)”.

Segundo expôs Hontangas, “esses profissionais estão há quase 20 anos em uma situação de descumprimento da lei que está prejudicando seu desempenho e, sobretudo, seus salários”. Diante disso, ele destacou que a solução deve ser abordada “nos próximos Orçamentos Gerais do Estado (OGE)”.

A esse respeito, este sindicato declarou que “esses grupos profissionais estão enquadrados em uma categoria profissional que não corresponde à função e à assistência que prestam diariamente, nem à sua formação, conforme reconhecido no Estatuto Básico do Funcionário Público (EBEP)”.

“O que não pode acontecer é que o avanço da tecnologia tenha exigido deles um aumento de suas capacitações profissionais e isso não seja reconhecido nem refletido em seu reconhecimento profissional e em seus salários”, continuou o presidente de seu Setor Nacional de Saúde, enquanto o sindicato solicitou “a reclassificação profissional imediata dos técnicos médios de saúde para o grupo C1, conforme previsto no artigo 76 do Texto Reunificado do Estatuto Básico do Funcionário Público (TREBEP)”.

Além disso, e após expor que essa reivindicação vem sendo feita “há anos”, exigiu “a reclassificação dos técnicos superiores de saúde no Grupo B, de acordo com o mesmo artigo, adequando sua classificação profissional às funções que desempenham”. Por tudo isso, Hontangas considera que é hora de dizer “chega”.

É NECESSÁRIO QUE A FUNÇÃO PÚBLICA “DESTINE RECURSOS”

“Já comunicamos à Função Pública que disponibilize recursos para resolver esta situação de uma vez por todas”, porque a mesma “já não aguenta mais”, prosseguiu, ao mesmo tempo em que lembrou que “há outras organizações que estão se mobilizando e até mesmo convocando greve”. “Há motivos suficientes para isso, há motivos mais do que suficientes”, enfatizou.

No entanto, afirmou que este sindicato vai “esperar, em primeiro lugar, para ver se haverá Orçamento Geral do Estado e, em segundo lugar, para ver se esses recursos serão realmente disponibilizados”. “A partir daí, o CSIF definirá as ações que considerar oportunas para pressionar o governo a fim de que essa situação termine de uma vez por todas”, afirmou, após o que expôs que, apesar de já serem “três anos sem orçamentos”, o governo “está anunciando que, pelo menos, vai apresentá-los”.

De qualquer forma, ele insistiu que essa melhoria “tem que constar no Orçamento Geral do Estado, enquanto não forem disponibilizados fundos para resolver essa classificação dos técnicos superiores no Grupo B e dos técnicos médios no Grupo C1, que é o que determina o artigo 37 do TREBEP”. “Se não forem disponibilizados fundos, isso não poderá ser resolvido”, resumiu, ao mesmo tempo em que destacou que este sindicato tomou “todas as medidas regulamentares”.

Por fim, e uma vez destacado que os técnicos médios e superiores da área da saúde “são essenciais para o funcionamento da Saúde Pública, com funções de responsabilidade técnica e assistencial em todas as áreas de atendimento da Saúde”, o CSIF manifestou que é necessária “a atualização das funções, competências e categorias profissionais de ambos os grupos”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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