Publicado 07/07/2026 09:09

O CSIF exige medidas de prevenção no trabalho contra doenças emergentes transmitidas por mosquitos e carrapatos

Archivo - Arquivo - Mosquito. Malária
IIIEVGENIY/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 7 jul. (EUROPA PRESS) -

A Central Sindical Independente e dos Funcionários Públicos (CSIF) exigiu das Secretarias Estaduais de Saúde a implementação de medidas de prevenção no trabalho e de capacitação de profissionais diante de doenças emergentes transmitidas por mosquitos e carrapatos, que se tornaram um “desafio crescente” para o Sistema Nacional de Saúde (SNS).

O sindicato alertou que as mudanças climáticas, a expansão de espécies invasoras e o aumento das temperaturas estão favorecendo a presença de vetores em novas regiões da Espanha, aumentando o risco tanto para a população quanto para os trabalhadores especialmente expostos.

Entre os grupos que enfrentam maior risco, o CSIF mencionou guardas florestais, brigadas florestais, bombeiros florestais, jardineiros, pessoal de manutenção de estradas e áreas verdes, trabalhadores de limpeza viária, funcionários de parques naturais, veterinários, trabalhadores de matadouros, inspetores de saúde pública, profissionais de controle de pragas, trabalhadores de explorações agroflorestais e outros profissionais que exercem suas atividades ao ar livre ou em contato com animais.

A organização destacou que, quando uma picada ocorre durante o horário de trabalho e resulta em lesão ou doença, trata-se de um acidente de trabalho. Por isso, exigiu que as avaliações de riscos ocupacionais considerem expressamente a exposição a vetores e agentes biológicos e que sejam desenvolvidos protocolos de ação específicos em órgãos públicos e empresas.

Especificamente, exigiu das Secretarias de Saúde a aplicação efetiva do Plano Nacional de Prevenção, Vigilância e Controle de Doenças Transmitidas por Vetores; a elaboração de planos regionais específicos; o reforço da vigilância epidemiológica e entomológica; e a capacitação obrigatória para profissionais de saúde sobre doenças infecciosas emergentes e transmitidas por vetores.

Além disso, solicitou protocolos claros de detecção, notificação, encaminhamento e acompanhamento; campanhas informativas dirigidas à população; e reforço dos quadros de pessoal nas áreas de Saúde Pública, Medicina Preventiva, Microbiologia e Vigilância Epidemiológica para responder ao aumento dessas doenças.

É NECESSÁRIO AGIR

O CSIF ressaltou que agir é uma necessidade diante dos dados recentes relacionados a esses riscos. Conforme detalhado, a plataforma “Mosquito Alert” detectou a presença do mosquito-tigre em 156 municípios espanhóis desde 2023, com mais de 27.000 observações feitas por cidadãos nos últimos dois anos. Também foi registrada a presença do mosquito do Japão em municípios do norte da Espanha.

Quanto aos carrapatos, o guia do Ministério da Saúde indica que a febre hemorrágica da Crimeia-Congo causou na Espanha 20 casos entre 2013 e 2025, com seis mortes, a maioria relacionada a picadas de carrapato. O guia também destaca a tendência de aumento da febre botonosa mediterrânea e o aumento de doenças como a doença de Lyme e a doença de Debonel/Tibola.

Além disso, em 2025, foram notificados na Espanha 45 casos autóctones de febre do Nilo Ocidental, com cinco mortes e uma letalidade de 13% entre os casos sintomáticos, ao mesmo tempo em que foram notificados 404 casos de dengue, todos importados, uma doença que, em 2024, atingiu 1.119 casos. A presença do mosquito-tigre em amplas regiões do país aumenta o risco de transmissão autóctone caso haja coincidência entre casos virêmicos e vetores ativos.

'NÃO DEIXE O RISCO TE PICAR'

O CSIF lançou a campanha de prevenção “Não deixe o risco te picar”, com o objetivo de informar e proteger os trabalhadores contra a exposição a vetores no ambiente de trabalho. “Não podemos esperar que os surtos aumentem para agir. A prevenção é sempre mais eficaz e menos onerosa do que responder a uma emergência sanitária”, destacou.

Para o sindicato, a experiência das últimas crises sanitárias demonstra que a prevenção, a antecipação e a capacitação são as ferramentas mais eficazes para proteger tanto os profissionais quanto a população, por isso exigiu que as autoridades ajam antes que essas doenças continuem a aumentar e não apenas quando já houver surtos ou alertas epidemiológicos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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