Publicado 24/08/2026 12:04

O CSIF exige a criação de um Comitê de Segurança e Saúde próprio para os funcionários da INGESA em Ceuta

Archivo - Arquivo - Várias pessoas com bandeiras do CSIF durante uma manifestação do CSIF em frente ao Ministério da Fazenda, em 13 de fevereiro de 2025, em Madri (Espanha). A Central Sindical Independente e dos Funcionários (CSIF), o sindicato mais repre
Matias Chiofalo - Europa Press - Arquivo

MADRID 24 ago. (EUROPA PRESS) -

A Central Sindical Independente e dos Funcionários (CSIF) exigiu a constituição efetiva de um Comitê de Segurança e Saúde específico para o pessoal do Instituto Nacional de Gestão Sanitária (Ingesa) em Ceuta.

O sindicato reivindica que a prevenção deixe de estar diluída em um órgão geral da Administração Geral do Estado e responda aos “riscos reais” que os profissionais da saúde enfrentam diariamente.

Por meio de um comunicado, o CSIF considera necessária a criação desse comitê, assim como existe em Melilha, e questiona: “Será que existem dois INGESA diferentes?”. “Depois de, durante anos, as questões de prevenção desses profissionais terem ficado vinculadas ao âmbito geral da Administração Geral do Estado”, acrescenta.

Para o CSIF, após ter reivindicado isso nas diversas mesas setoriais realizadas, essa situação se mostra “especialmente preocupante” no atual contexto de saúde de Ceuta. Assim, ressalta que a prevenção de riscos ocupacionais do pessoal de saúde não pode ser abordada à distância nem ficar diluída dentro de um órgão que não responda especificamente à realidade dos hospitais, centros de saúde e serviços de saúde.

Nesse contexto, denuncia que os profissionais da INGESA estão expostos diariamente a riscos biológicos, agressões, riscos psicossociais, sobrecarga assistencial, estresse, riscos ergonômicos, exposição a substâncias químicas e radiações ionizantes, entre outros. “São riscos que exigem uma avaliação permanente, especializada e diretamente vinculada aos locais de trabalho”, afirma.

O CSIF considera que dispor de um Comitê de Segurança e Saúde próprio não é uma questão burocrática nem uma reivindicação sindical secundária: “É uma ferramenta fundamental para proteger quem trabalha na saúde pública de Ceuta”.

O sindicato lembra que já reivindicou repetidas vezes a criação desse órgão específico e considera “insuficiente” que as questões que afetam a segurança e a saúde dos profissionais da INGESA continuem sendo encaminhadas para a esfera geral da Administração Geral do Estado.

Dessa forma, o CSIF reivindica que o novo Comitê permita abordar diretamente, entre outras questões: a avaliação e atualização dos riscos ocupacionais nos centros de saúde, a prevenção e o acompanhamento de agressões a profissionais e dos riscos biológicos, bem como a preparação para possíveis surtos ou doenças emergentes.

Além disso, para o CSIF, esse órgão deverá abordar a sobrecarga de atendimento, o quadro de pessoal insuficiente e suas consequências sobre a saúde física e psicossocial. Assim como os riscos decorrentes da organização do trabalho; as condições de segurança dos centros e serviços; a capacitação e informação preventiva dos funcionários; o acompanhamento de acidentes de trabalho, doenças ocupacionais e incidentes; e a participação efetiva dos trabalhadores e de seus representantes nas decisões preventivas.

“Não estamos falando em criar mais burocracia, mas em levar a prevenção para o local onde os riscos ocorrem”, destaca o CSIF. O sindicato considera que não se pode exigir que os profissionais da saúde enfrentem situações cada vez mais complexas enquanto as estruturas de participação preventiva permanecem distantes de sua realidade cotidiana.

Por isso, o CSIF exige que a INGESA concretize imediatamente o compromisso de criar um Comitê de Segurança e Saúde próprio para a INGESA Ceuta, dotando-o de capacidade real de participação e acompanhamento.

“A segurança e a saúde daqueles que trabalham na saúde pública não podem ficar em segundo plano. Em Ceuta, agora mais do que nunca, a prevenção deve estar presente onde estão os profissionais e onde surgem os riscos. A prevenção não pode ser uma resposta apenas após o dano ter ocorrido”, destaca o sindicato.

Por tudo isso, o CSIF exige que a INGESA aja de forma antecipada, com recursos, participação e medidas concretas que garantam a proteção efetiva de seus profissionais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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