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MADRID, 27 abr. (EUROPA PRESS) -
A Central Sindical Independente e de Funcionários (CSIF) alertou que o Sistema Nacional de Saúde “resiste” graças ao empenho de seus profissionais, ao mesmo tempo em que destaca que os indicadores do Barômetro Sanitário 2025 evidenciam problemas estruturais que exigem uma “resposta imediata”.
Nesse contexto, a CSIF destaca que o sistema mantém “pontos fortes evidentes”, especialmente pela confiança em seus profissionais, mas arrasta um déficit de planejamento e de recursos humanos que está “prejudicando” a percepção da população.
Segundo o sindicato, entre os principais problemas estão a falta de pessoal, as listas de espera, a saturação da Atenção Primária, a desigualdade territorial e o subfinanciamento.
Nessa linha, o sindicato lembra que, de acordo com o Barômetro Sanitário 2025, 51,6% da população considera que o sistema de saúde público funciona bem ou com alguns ajustes, enquanto 20,2% acredita que ele precisa de mudanças profundas, o dado mais alto da série. Além disso, a satisfação média situa-se em 6,02 em 10, o nível mais baixo desde 2015.
No caso da Atenção Primária, o CSIF destaca que se trata do “epicentro” do conflito na área da saúde. Assim, denuncia o acesso deficiente à Atenção Primária, a sobrecarga profissional, a demora média de aproximadamente 9 dias, bem como o desvio para o pronto-socorro por falta de consulta, gerando um colapso indireto.
“A Atenção Primária precisa de uma reforma urgente: sem mais profissionais, sem agendas razoáveis e sem tempo suficiente por paciente, o sistema continuará transferindo pressão para os serviços de emergência e deteriorando a qualidade da assistência”, afirma o CSIF.
Em relação à saúde mental, o sindicato indica que continua sendo uma área “claramente subfinanciada”, com uma dependência crescente do setor privado. Por isso, considera necessário aumentar o número de profissionais, integrar a saúde mental na Atenção Primária e desenvolver um plano nacional “realista”.
Por outro lado, o CSIF alerta para a desigualdade territorial. Nesse ponto, propõe defender a coesão do Sistema Nacional de Saúde, estabelecer padrões mínimos estaduais, garantir a equidade no acesso à assistência médica e um planejamento homogêneo de recursos humanos.
Além disso, o sindicato também alerta para o crescimento da saúde privada após a pandemia, o que, em sua opinião, reflete um risco de dualização do sistema e evidencia que o subfinanciamento da saúde pública está enfraquecendo sua capacidade de resposta.
Para o CSIF, as principais prioridades passam pelo reforço do quadro de pessoal como eixo central, a implementação de um plano nacional de redução das listas de espera, uma reforma integral da Atenção Primária e um plano específico de saúde mental. Propõe também a homogeneização territorial do Sistema Nacional de Saúde, a proteção do sistema público contra a privatização e uma digitalização com garantias trabalhistas.
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