Publicado 12/03/2026 10:21

A CSIF acredita que a AEMPS não cumprirá os objetivos em 2026 devido à falta de financiamento e à fuga de profissionais, que pode ch

A CSIF acredita que a AEMPS não cumprirá os objetivos em 2026 devido à falta de financiamento e à fuga de profissionais, que pode chegar a “15%”.
CSIF

Para evitar isso, solicita à Função Pública que atualize as RPT, com 200 novos cargos MADRID 12 mar. (EUROPA PRESS) -

A delegada sindical da Central Sindical Independente e de Funcionários (CSIF) na Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários (AEMPS), Pilar Navarro, participou, em frente ao Ministério da Saúde, de uma nova manifestação de protesto contra a falta de financiamento e a fuga de profissionais deste organismo, que poderá chegar a “15%” em 2026, pelo que considera que este não vai conseguir cumprir os seus objetivos. “A Agência não vai conseguir cumprir os objetivos nem os compromissos que tem com a sociedade e com os diferentes órgãos e organismos europeus”, sublinhou neste segundo ato reivindicativo às portas da sede ministerial, após o primeiro realizado em novembro. Segundo ele, este órgão ministerial “estabelecerá uma série de prioridades nas suas ações” se não houver uma mudança de cenário.

Para evitar a situação prevista para este ano, uma vez que atualmente “o trabalho está a ser absorvido pelo resto do pessoal da Agência”, Navarro exigiu à “Função Pública” e ao “Ministério das Finanças” que “aproveitem de uma vez a atualização das Relações de Postos de Trabalho (RPT)”, com “cerca de 200 novos postos de trabalho”.

Na sua opinião, esta medida a tomar pelos referidos ministérios “seria um dos pontos que, talvez, permitiria reter o talento na Agência”. A este respeito, ele confirmou que, “no ano passado, quase 10% do quadro de funcionários saiu”, sendo este de cerca de 600 trabalhadores. “As pessoas estão saindo porque há RPTs que não são adequadas aos cargos que estão sendo desenvolvidos atualmente”, continuou ele, acrescentando que “há departamentos que estão muito afetados”. “Por exemplo, em Química e Tecnologia Farmacêutica, neste mês de março, três pessoas vão sair”, expôs, ao mesmo tempo em que indicou que, por isso, “o trabalho recai sobre o restante do pessoal”. DESENVOLVIMENTO DE UMA CARREIRA PROFISSIONAL AJUSTADA

Na sua opinião, a AEMPS não é reconhecida “como um organismo público de referência”. “Somos nós que garantimos (...) a segurança, a qualidade e a eficácia dos produtos derivados da saúde: os medicamentos e os produtos sanitários”, afirmou, por outro lado, ao mesmo tempo que exigiu “o desenvolvimento de uma carreira profissional ajustada às especificidades da Agência Espanhola de Medicamentos”.

“A diferença de produtividade” foi destacada nesta seção pela representante sindical, que especificou que isso é observado “em relação ao Ministério” da Saúde. Apesar de a AEMPS fazer parte do mesmo, “as produtividades dentro dos mesmos níveis são diferentes na Agência e no Ministério e isso, claro, cria muito mal-estar entre o pessoal”, afirmou.

Navarro, que classificou a situação deste órgão da Saúde como “precária”, afirmou que não obtiveram resposta ministerial até o momento. A prolongação desta conjuntura provocou, entre outras consequências, que se tenha “perdido, portanto, presença na Europa”, uma vez que “não havia pessoal qualificado” nos “laboratórios de matérias-primas”.

A isso se soma o fato de que a AEMPS “assume um volume de trabalho maior do que há cinco anos, com uma redução de capital humano”, explicou. De fato, o número de ensaios clínicos autorizados aumentou mais de 10%, a que se soma a nova carga regulatória derivada da pandemia, o aumento das autorizações e ações para garantir o fornecimento e a maior carga administrativa e europeia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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