Publicado 07/05/2026 07:49

O CSIC obtém dois projetos Pathfinder Challenges do Conselho Europeu de Inovação

Um dos projetos desenvolverá um sistema de construção automatizado e sustentável./
ISTOCK.(CSIC)

MADRID 7 maio (EUROPA PRESS) -

O Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Inovação e Universidades, obteve dois projetos Pathfinder Challenges do Conselho Europeu de Inovação (EIC).

Conforme detalhado nesta quinta-feira pelo órgão estatal, os pesquisadores do Instituto de Ciências da Construção Eduardo Torroja (IETCC-CSIC), José Luis García e Marta Castellote, desenvolverão uma plataforma integrada para automatizar a construção de habitações sustentáveis por meio de microfábricas robóticas in situ.

Por sua vez, Ana Conesa, pesquisadora do CSIC do Instituto de Biologia Integrativa de Sistemas (I2SysBio-CSIC-UV), utilizará um sistema natural de comunicação das plantas baseado em vesículas extracelulares para criar novas ferramentas para melhorar o trigo diante da seca e da falta de nutrientes.

Os EIC Pathfinder Challenges são editais de financiamento focados no desenvolvimento de tecnologias radicalmente inovadoras e de alto risco (TRL 2-4) em áreas temáticas específicas identificadas como desafios pela Comissão Europeia, que buscam transformar pesquisas de laboratório em futuros líderes de mercado, financiando projetos de equipes multidisciplinares que abordem desafios globais.

Em relação ao projeto de José Luis García e Marta Castellote, ele explicou que desenvolverá uma plataforma integrada para automatizar a construção de habitações sustentáveis por meio de microfábricas robóticas in situ, guindastes semiautônomos e robôs móveis que colaborarão de forma segura com pessoas.

A proposta combina esses sistemas físicos com um ecossistema digital baseado em gêmeos digitais (réplicas virtuais) e um sequenciador adaptativo que coordena em tempo real as tarefas de humanos e robôs.

“Queremos demonstrar que um novo modelo construtivo circular, capaz de montar, desmontar, reformar e reutilizar edifícios de madeira de forma autônoma, é possível”, destaca García, que acrescenta: “Nosso objetivo final é reduzir custos, emissões e tempos de construção e facilitar, assim, a adoção em massa da robótica no setor europeu da construção civil sem exigir grandes investimentos iniciais”.

Por outro lado, o projeto de Ana Conesa aproveitará um sistema natural de comunicação das plantas baseado em vesículas extracelulares, minúsculas partículas que as raízes liberam no solo para interagir com os microrganismos que as cercam.

“Analisando as moléculas contidas nessas vesículas e como elas influenciam o microbioma do solo, desenvolveremos novas ferramentas para melhorar a resistência do trigo à seca e à falta de nutrientes, combinando biologia vegetal, microbiologia, inteligência artificial, melhoramento genético avançado e o desenvolvimento de biofertilizantes inteligentes de base biológica”, explica a pesquisadora do I2SysBio.

Segundo Conesa, essa iniciativa é importante porque aborda alguns dos grandes desafios atuais da agricultura: a perda de produtividade devido às mudanças climáticas, a degradação dos solos e a dependência de fertilizantes químicos poluentes.

“Propomos uma mudança de abordagem, passando de práticas intensivas em insumos para uma agricultura que aproveita os próprios mecanismos naturais das plantas, o que permitiria produzir alimentos de forma mais sustentável, resiliente e respeitosa com o meio ambiente, em linha com as estratégias europeias de transição ecológica e segurança alimentar”, destaca a pesquisadora.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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