Publicado 04/05/2026 11:39

O CSIC coordenará um projeto “Marie Sklodowska Curie” para aprimorar os medicamentos radioativos

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CSIC - Arquivo

MADRID 4 maio (EUROPA PRESS) -

O Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) informou que coordenará um projeto “Marie Sklodowska Curie Doctoral Network (MSCA-DN)” para aprimorar os medicamentos radioativos, iniciativa impulsionada pela Comissão Europeia por meio do programa “Horizonte Europa” e que financia a mobilidade internacional, interdisciplinar e intersetorial de pesquisadores em diferentes etapas de sua carreira.

Com essa ação, esse órgão do Ministério da Ciência, Inovação e Universidades, que também liderará outro projeto do mesmo programa para uma nova geração de fibra óptica, além de participar de outras nove iniciativas coordenadas por outros organismos de pesquisa europeus, busca promover a excelência acadêmica e a inovação em todas as áreas do conhecimento.

Os medicamentos conhecidos como radiofármacos “são amplamente utilizados no diagnóstico por imagem e no tratamento de doenças como o câncer, mas as versões atuais ainda apresentam limitações importantes, entre elas uma eficácia reduzida e desafios em matéria de segurança”, explicou o pesquisador do CSIC no Instituto de Química Médica (IQM) e diretor do projeto “radio3D”, Fernando Herranz.

PARA O TRATAMENTO DO GLIOBLASTOMA E DO CÂNCER DE PÂNCREAS

Por meio desse programa, o objetivo é melhorar a forma como os medicamentos radioativos são projetados, testados e administrados para o tratamento do glioblastoma e do câncer de pâncreas. O projeto “busca superar essas limitações por meio do desenvolvimento de uma nova geração de radiofármacos avançados baseados em nanotecnologia, que podem ser mais precisos e eficientes”, destacou Herranz.

Nesse sentido, o CSIC afirmou que uma inovação “chave” deste projeto é “o uso de modelos laboratoriais tridimensionais (3D) avançados que reproduzem de forma mais fiel os tecidos humanos do que as culturas celulares tradicionais”. “Esses modelos serão utilizados para avaliar os nanoradiófarmacos e para compreender melhor seu funcionamento em nível biológico”, destacaram.

Além disso, “ao basear-se nesses modelos 3D, o projeto pretende reduzir significativamente o uso de animais em experimentos, mantendo, ao mesmo tempo, altos padrões científicos e resultados confiáveis”, continuou ele, acrescentando que o ‘radio3D’ “é desenvolvido graças a um consórcio europeu sólido e diversificado, que reúne 11 grupos de pesquisa principais e 10 parceiros associados”.

Segundo ele, esse consórcio “abrange vários países, da Espanha à Noruega e da Suécia à Grécia, e combina experiência em nanomedicina, radioquímica, imagem médica, modelos biológicos 3D e a biologia de cânceres de difícil tratamento, como o câncer de pâncreas e o glioblastoma”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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