MADRID 8 jun. (EUROPA PRESS) -
A Cruz Vermelha lançou uma nova edição de sua campanha de conscientização e acompanhamento em relação às altas temperaturas, com o objetivo de promover hábitos saudáveis e oferecer recomendações práticas dirigidas a toda a população, especialmente àqueles que trabalham ao ar livre.
Como parte dessa campanha, a Cruz Vermelha lança “Quente, quente, frio, frio”, uma iniciativa que, neste ano, recorre ao popular jogo que lhe dá nome para indicar que a solução está mais perto do que se imagina. Assim, ela destaca que se proteger do calor é mais simples do que parece, com recursos como um pequeno objeto (um leque) ou um gesto (hidratar-se) que fazem a diferença e protegem a saúde.
Com o objetivo de prevenir ou reduzir os problemas decorrentes das altas temperaturas na população em geral, a Cruz Vermelha lembra uma série de orientações simples a serem implementadas no dia a dia, para que se possa aproveitar o calor e o verão com maior segurança.
Entre as medidas recomendadas, ela lembra a importância de beber água e líquidos com frequência, mesmo sem sentir sede, independentemente da atividade física realizada. Além disso, recomenda-se não consumir bebidas com cafeína, álcool ou muito açucaradas, pois podem favorecer a desidratação.
Por outro lado, pede que se preste atenção especial a bebês, crianças, lactantes, mulheres grávidas, idosos e pessoas com doenças que podem se agravar com o calor, como doenças cardíacas, renais, diabetes, hipertensão, obesidade, câncer, problemas de mobilidade, demência, doenças mentais e pessoas com abuso de drogas ou álcool.
Nesse sentido, aconselha-se reduzir a atividade física e evitar a prática de esportes ao ar livre durante as horas mais quentes do dia. Além disso, recomenda-se usar roupas leves, folgadas, de cores claras e que permitam a transpiração.
Além disso, diante de sintomas que se prolonguem por mais de uma hora e que possam estar relacionados às altas temperaturas, recomenda-se consultar um profissional de saúde.
ATENÇÃO ESPECIAL AOS TRABALHADORES AO AR LIVRE
Embora o acompanhamento e a atenção aos idosos e às pessoas com doenças crônicas continuem sendo prioritários, a Cruz Vermelha dá ênfase este ano àqueles que realizam suas atividades ao ar livre, um dos grupos mais expostos, especialmente durante os períodos de onda de calor, o que acarreta sérios riscos à saúde.
Por isso, a Cruz Vermelha relembra medidas essenciais para prevenir insolação, desidratação e outros problemas relacionados ao calor extremo nesses ambientes. Assim, recomenda-se proteção solar e ocular por meio do uso de protetor solar com FPS 50+ resistente à água e ao suor, com reaplicação a cada duas horas, especialmente em caso de transpiração intensa, bem como o uso de óculos de sol com proteção UV 100%.
Recomenda-se também o uso de roupas leves, folgadas e de cores claras, de preferência com proteção UV e mangas compridas, além de usar chapéu de abas largas que cubra o rosto e o pescoço e calçados respiráveis com sola antiderrapante e meias de algodão, evitando sapatos escuros ou sintéticos que retenham o calor.
Insiste também na importância de manter uma hidratação constante, bebendo água regularmente mesmo sem sentir sede, aproximadamente um copo a cada 15-20 minutos em condições extremas, e de complementar a dieta com frutas de alto teor de água, como melancia, melão ou laranjas, optando por refeições leves e frequentes.
Por fim, ressalta a necessidade de organizar adequadamente a jornada de trabalho, programando as tarefas mais exigentes logo pela manhã ou ao entardecer, evitando a exposição nas horas centrais do dia, entre 10h e 16h.
ATENÇÃO DIRETA A PESSOAS VULNERÁVEIS
Além de sensibilizar e oferecer conselhos à população em geral, a Cruz Vermelha desenvolve ações concretas de intervenção junto a pessoas especialmente vulneráveis ao calor extremo.
Assim, no verão de 2025, a Cruz Vermelha atendeu diretamente cerca de 62.300 pessoas em 331 centros de atividade, mobilizando uma ampla variedade de recursos e ações em todo o território.
As atividades mais frequentes foram ações de informação, mobilização diante de situações de risco, acompanhamento de pessoas em situação de vulnerabilidade e acompanhamento presencial. Também foram realizadas intervenções de mediação, capacitação, orientação personalizada, bem como entrega de bens de primeira necessidade e ações de assistência direta.
O contato telefônico e o acompanhamento da população especialmente em risco diante das altas temperaturas cresceram 12,6% em 2025, com 61.667 chamadas efetuadas, contra 54.751 chamadas em 2024. Esses dados confirmam o papel do telefone como meio fundamental para a prevenção, a sensibilização e a atenção personalizada.
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