Publicado 14/03/2025 08:03

Correos apresenta um selo no Congresso para aumentar a conscientizao sobre a endometriose por ocasio do Dia Internacional da Endo

Archivo - Arquivo - Mulher com dor abdominal segura o modelo anatmico do útero e ovários com patologia. Doenas do útero e dos ovários, endometriose, cistos ovarianos.
ISTOCK - Arquivo

MADRID 14 mar. (EUROPA PRESS) -

A diretora de Relaes Institucionais dos Correios Filatélicos, Antonia Palacios, apresentou um selo comemorativo no Congresso dos Deputados por ocasio do Dia Internacional da Endometriose, que se celebra nesta sexta-feira, com o objetivo de "conscientizar" sobre essa patologia, que afeta 10% das mulheres e cujo diagnóstico pode demorar entre cinco e dez anos.

"Como instituio pública, nós dos Correios tentamos nos unir a essa mensagem de fora, esperana e solidariedade. Esse selo é um chamado ao, (...) precisamos conscientizar, informar e dar apoio emocional", disse Palacios durante seu discurso, destacando a importncia de promover pesquisas nesse campo.

Embora esse selo seja para colecionar, uma atividade que "infelizmente no é muito popular entre as geraes mais jovens", ele também pode ajudar a promover o trabalho realizado por organizaes como a Asociación De Afectadas De Endometriosis Crónica (ADAEC).

A presidente da ADAEC, Soledad Domenech, destacou a importncia de a sociedade "entender" essa doena, que muitas vezes é acompanhada por uma "falta de empatia devido ignorncia", que se torna apenas mais um "efeito colateral".

"Para nós é to importante que Correos, a empresa postal mais antiga da Espanha, com mais de 300 anos de história, coloque em circulao um selo dedicado série filatélica Salud y Bienestar por ocasio da luta contra a endometriose, na qual a ADAEC tem trabalhado em estreita colaborao com o Departamento de Filatelia e Relaes Institucionais da Sociedad Estatal de Correos y Telégrafos, é um enorme avano na divulgao e conscientizao da sociedade", acrescentou.

Por sua vez, o presidente da Sociedade de Endometriose e Distúrbios Uterinos (SEUD) e da Sociedade Espanhola para o Estudo de Miomas e Endometriose (SEEME), o ginecologista Francisco Carmona, enfatizou que essa doena "foi ignorada por muito tempo" e atualmente "ainda é subestimada e mal compreendida".

Nesse sentido, ele detalhou que conheceu mulheres com endometriose "que sofreram em silncio uma dor insuportável e que tiveram diagnósticos errneos ou tratamentos ineficazes", tendo um "impacto devastador" em suas vidas, que perderam "fisicamente, emocionalmente, em suas relaes familiares e pessoais, e em seu desenvolvimento profissional".

Carmona enfatizou que no se trata de uma "forte dor menstrual", mas de uma doena inflamatória crnica que pode causar "dores incapacitantes", infertilidade e um "profundo" impacto psicológico, destacando que as mulheres com endometriose sofrem mais ansiedade, mais depresso e mais alteraes psicológicas como resultado dessa patologia.

"Historicamente, (...) as mulheres que sofrem de endometriose tiveram que lutar contra a ignorncia, a desinformao e, muitas vezes, a indiferena por parte do sistema de saúde. Muitas vezes lhes foi dito que a dor menstrual é normal e que as mulheres estavam exagerando, ou que sua dor era de origem psicológica, que elas eram histéricas", acrescentou.

A especialista afirmou que, além do sofrimento das mulheres, a doena causa "custos enormes" ao sistema de saúde e que, de acordo com dados do Ministério da Saúde, esses custos podem chegar a 1,4 bilho de euros por ano.

Quanto ao impacto na vida profissional, cada mulher perde, em média, onze horas de trabalho por semana devido ao absenteísmo ou ao baixo desempenho em decorrncia da dor, o que se traduz em perdas de 10.000 a 20.000 milhes de euros por ano.

UMA "MENSAGEM DE ESPERANA

Apesar de tudo, ela quis deixar uma "mensagem de esperana" devido ao fato de que "cada vez mais se fala" sobre a doena, que já faz parte da agenda médica, social e política de muitos países, como resultado dos avanos na área da saúde e da "luta" das mulheres e associaes afetadas.

O especialista falou sobre o desenvolvimento de novas ferramentas de diagnóstico, como o ultrassom de alta resoluo ou a ressonncia magnética, além de melhores tratamentos médicos, como a cirurgia minimamente invasiva, embora "ainda haja um longo caminho a percorrer".

Entre os principais desafios, de acordo com Carmona, está a garantia de acesso igualitário ao diagnóstico e ao tratamento da endometriose, considerando que em "muitos" lugares ainda há falta de treinamento para os médicos, tanto em nível familiar quanto especializado.

"Devemos tornar o treinamento em endometriose obrigatório nas faculdades de medicina, escolas de enfermagem e residncias de pós-graduao. É essencial investirmos em pesquisa", disse o ginecologista, lembrando que ainda no há tratamento curativo e suas causas ainda no so conhecidas.

É por isso que ele pediu a criao de uma estratégia nacional contra a endometriose que inclua um observatório para coletar dados e monitorar a doena, para que políticas e programas possam ser implementados, pesquisas promovidas, informaes divulgadas, estratégias de diagnóstico precoce promovidas, protocolos criados para garantir que as pacientes recebam o tratamento adequado e servios de apoio emocional e psicológico fornecidos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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