Publicado 02/09/2025 05:33

(CORR.) Águas frias não surgem no Golfo do Panamá pela primeira vez em 40 anos

Concentrações de clorofila extremamente baixas nos oceanos ao redor do Panamá (azul = baixa, vermelho = alta) em fevereiro de 2025, revelando o fracasso da ressurgência de 2025 no Golfo do Panamá pela primeira vez em pelo menos 40 anos.
AARON O'DEA

MADRID 2 set. (EUROPA PRESS) -

O fenômeno natural de ressurgência, que ocorre anualmente no Golfo do Panamá, foi interrompido em 2025, pela primeira vez em pelo menos 40 anos, devido a um enfraquecimento dos ventos alísios.

Essa é a conclusão dos cientistas do Smithsonian Tropical Research Institute (STRI), que destacam o impacto do clima nos processos oceânicos fundamentais e nas comunidades costeiras que dependem deles.

SUSTENTA A PESCA

Durante a estação seca na América Central (geralmente entre dezembro e abril), os ventos alísios do norte geram ressurgência nas águas oceânicas do Golfo do Panamá. A ressurgência é um processo que permite que a água fria e rica em nutrientes das profundezas do oceano suba para a superfície. Essa dinâmica apoia a pesca altamente produtiva e ajuda a proteger os recifes de coral do estresse térmico. Graças a esse movimento da água, o mar ao longo das praias do Pacífico do Panamá permanece mais fresco durante a temporada de férias de verão.

Os cientistas do STRI estudaram esse fenômeno e seus registros mostram que essa ressurgência sazonal, que ocorre de janeiro a abril, tem sido uma característica constante e previsível do golfo há pelo menos 40 anos. No entanto, os pesquisadores registraram recentemente que, em 2025, esse processo oceanográfico vital não ocorreu pela primeira vez. Como resultado, as quedas de temperatura e os picos de produtividade típicos dessa época do ano foram reduzidos.

PERTURBAÇÃO CLIMÁTICA

Em um artigo publicado recentemente na revista PNAS, os cientistas sugerem que uma redução significativa nos padrões de vento foi a causa desse evento sem precedentes, revelando como a perturbação climática pode alterar rapidamente os processos oceânicos fundamentais que sustentam as comunidades pesqueiras costeiras há milhares de anos. No entanto, são necessárias mais pesquisas para determinar uma causa mais precisa e suas possíveis consequências para a pesca, informa o Eureka Alert.

Essa descoberta destaca a crescente vulnerabilidade dos sistemas tropicais de ressurgência, que, apesar de sua enorme importância ecológica e socioeconômica, permanecem pouco monitorados. Ela também destaca a urgência de fortalecer os recursos de observação e previsão do clima oceânico nas regiões tropicais do mundo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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