Jose Breton / AFP7 / Europa Press
MADRID 21 jul. (Portaltic/EP) -
A Copa do Mundo de 2026 deixou claro que os grandes eventos esportivos se tornaram um dos principais alvos do crime cibernético, com campanhas profissionalizadas e planejadas com meses de antecedência que buscam aproveitar o volume de atividade gerado por esses eventos para enganar os torcedores de futebol.
O evento esportivo foi disputado entre 11 de junho e 19 de julho, mas os golpes que se aproveitaram dele começaram muito antes. Segundo informações da Logicalis Spain e da Áudea, entre janeiro e maio foram registrados mais de 13.000 domínios relacionados à FIFA e, antes mesmo do início do torneio, um em cada 41 já havia sido identificado como suspeito ou malicioso.
“A Copa do Mundo demonstra que o crime cibernético funciona cada vez mais como uma indústria. Os atacantes planejam suas campanhas com a mesma antecedência com que as marcas ou os organizadores de um grande evento o fazem. Eles registram domínios, preparam infraestruturas, adaptam suas mensagens a cada fase do campeonato e aproveitam qualquer momento de máxima atenção para aumentar o impacto de seus ataques”, explicou o consultor de cultura de segurança cibernética da Áudea, Andrés Cartes Guilarte, em um comunicado à imprensa.
A atividade se intensificou nas semanas que antecederam a Copa do Mundo. Somente durante o mês de abril, foram detectados 9.741 domínios fraudulentos, um número que quase quadruplica o pico máximo registrado durante a Copa do Mundo do Catar de 2022.
Assim que a competição começou, os golpes digitais e as fraudes online chegaram a se multiplicar por dez, aproveitando o aumento das buscas relacionadas a transmissões, ingressos, produtos oficiais, promoções, apostas esportivas e conteúdos associados ao torneio.
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