MADRID 9 jun. (EUROPA PRESS) -
O Dr. Constantino Fondevila, chefe do Serviço de Cirurgia Geral e Digestiva do Hospital Universitário La Paz de Madri, continuará como presidente da Sociedade Espanhola de Transplante (SET) até 2028, após a renovação por mais dois anos de sua atual Diretoria.
A renovação foi aprovada na Assembleia Geral da SET, realizada durante seu 9º Congresso Nacional, que teve lugar em A Coruña e contou com a presença de 500 especialistas e peritos em transplantes de toda a Espanha e de outros países.
Constantino Fondevila afirma que encara este novo ciclo à frente da SET com “muita ilusão” e com vontade de continuar consolidando o trabalho realizado nos dois últimos anos, nos quais, segundo ele, “conseguimos potencializar o papel da organização como sociedade científica de referência em transplantes na Espanha e no âmbito europeu”.
“O balanço deste período foi muito positivo e conseguimos reforçar a atividade científica e formativa da nossa Sociedade, destinando mais recursos a bolsas e auxílios e ampliando as colaborações nacionais e internacionais. Também trabalhamos para que a SET seja uma sociedade mais transversal, integradora e próxima de todos os profissionais da área de transplantes, incluindo o pessoal de enfermagem”, destacou.
Para este novo mandato, o presidente da SET estabelece como principal desafio consolidar o que já foi desenvolvido nestes últimos dois anos, insistindo em três eixos estratégicos, a saber: em primeiro lugar, reafirmar a SET como a plataforma científica de referência em transplantes na Espanha, juntamente com as demais sociedades e grupos de transplantes que dela fazem parte. “Todas fazem parte de nossa Diretoria como membros natos, e isso faz com que a SET seja um fórum comum a todos”, acrescentou.
Da mesma forma, como segundo eixo-chave, Fondevila destaca “a importância de reforçar a formação e a pesquisa dos especialistas em transplante na Espanha, especialmente dos jovens profissionais, que são o futuro da nossa profissão, bem como impulsionar a inovação e a pesquisa colaborativa, essenciais para identificar áreas de melhoria em nossa atividade sanitária e científica”.
E, por fim, como terceiro eixo estratégico, ele ressalta a necessidade de aproximar mais a SET da sociedade e dos pacientes em geral, tanto para valorizar a atividade dos profissionais de transplante na Espanha quanto para conhecer a visão direta dos pacientes e incorporar esses aspectos que possam se tornar pontos de melhoria no modelo de transplante na Espanha ou no atendimento pós-transplante que recebem as pessoas transplantadas, seus familiares e círculo mais próximo.
“A Espanha continua se consolidando ano após ano como líder mundial no campo do transplante, e esse sucesso é um resultado extraordinário e motivo de orgulho coletivo. Por trás de cada número há uma família que doa em um momento difícil e equipes de saúde multidisciplinares trabalhando com enorme comprometimento. É a demonstração da solidez do modelo espanhol, da liderança da Organização Nacional de Transplantes (ONT) e da excelência dos profissionais de transplante em nosso país. Mas sempre há margem para melhorias”, afirmou.
Entre os principais desafios dos especialistas em transplante para o futuro, Fondevila destaca o avanço na inovação tecnológica e a incorporação de novas tecnologias, a otimização do uso dos órgãos disponíveis e a não negligência da equidade no acesso e da melhoria contínua dos resultados.
“Também lidar com pacientes cada vez mais complexos, contribuir para a sustentabilidade do sistema de saúde e incentivar a atração de novas gerações para uma profissão altamente exigente, mas extremamente gratificante”, observou.
“A expansão da doação em assistolia, as novas tecnologias de preservação, uma melhor utilização de órgãos complexos e o impulso ao transplante de doador vivo podem nos ajudar a continuar avançando. Mais do que pensar em números absolutos, devemos nos concentrar em maximizar o benefício clínico para os pacientes”, conclui Fondevila.
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