Publicado 26/07/2025 02:34

Conselho de Segurança da ONU saúda o recente progresso alcançado no conflito da RDC

NAÇÕES UNIDAS, 26 de junho de 2024 -- Uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre crianças e conflitos armados é realizada na sede da ONU em Nova York, em 26 de junho de 2024. Na quarta-feira, o Conselho de Segurança da ONU ouviu o testemunho pessoa
Europa Press/Contacto/Loey Felipe/UN Photo

MADRID 26 jul. (EUROPA PRESS) -

O Conselho de Segurança das Nações Unidas saudou nesta sexta-feira os diversos acordos alcançados entre a República Democrática do Congo (RDC) e as outras partes envolvidas no conflito, entre eles a declaração de princípios assinada com o grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23) em Doha (Catar) e o acordo de paz assinado com Ruanda em Washington (EUA).

Os países membros instaram as autoridades da RDC e o M23 a permanecerem "comprometidos e trabalharem de boa fé para finalizar (...) um acordo de paz abrangente que leve à restauração da autoridade do Estado da República Democrática do Congo, ao respeito pela integridade territorial e à paz duradoura".

Nesse sentido, as nações do Conselho garantiram que manteriam sua "determinação de apoiar ativamente os esforços" para alcançar a paz e implementar o cessar-fogo por meio da missão de manutenção da paz da ONU na RDC, da MONUSCO e de outros mecanismos regionais.

Eles também condenaram os ataques à equipe da MONUSCO e conclamaram todos os atores a permanecerem em um caminho de cooperação com a missão da ONU.

Em vista das operações de mediação do Catar e dos Estados Unidos, o órgão da ONU agradeceu a eles por seus esforços de facilitação, bem como à União Africana e a outros atores da região.

Para concluir, eles reiteraram "seu firme compromisso com a soberania, a independência, a unidade e a integridade territorial da República Democrática do Congo" e pediram que as partes cumprissem "de boa fé suas obrigações e compromissos em busca de uma paz duradoura no leste do Congo e na região".

A RDC e Ruanda assinaram um acordo de paz no final de junho, no qual se comprometeram a pôr fim à atividade de grupos armados como o M23 e as Forces Démocratiques pour la Libération du Rwanda (FLDR), fundadas por extremistas hutus que fugiram de Ruanda após o genocídio de 1994.

O pacto foi firmado depois que os rebeldes do M23 tomaram as capitais das províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul nos últimos meses em uma ofensiva que deixou milhares de pessoas deslocadas.

Na semana passada, o M23 e as autoridades congolesas também assinaram uma declaração de intenções que prevê como ponto de partida um cessar-fogo no conflito no leste do país africano, palco de meses de combates que causaram um número de vítimas que ainda é impossível determinar com exatidão.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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