Publicado 12/08/2026 10:17

O Conselho Geral de Odontologistas exige que o governo reforce “imediatamente” os recursos de saúde em Ceuta e Melilha

Várias pessoas tomam banho nos chuveiros públicos, na praia do Trampolín, em 5 de agosto de 2026, em Ceuta (Espanha). A Polícia Nacional iniciou o processo de triagem dos migrantes que permanecem em Ceuta, “cerca de 2.500”, segundo informações da De
Gabriela Sardá Núñez - Europa Press

MADRID 12 ago. (EUROPA PRESS) -

O Conselho Geral de Odontologistas da Espanha manifestou sua preocupação com a “situação crítica” que Ceuta e Melilla enfrentam em consequência da crise migratória, tendo, por isso, exigido do governo um reforço “imediato” e “extraordinário” dos recursos de saúde nessas duas cidades autônomas.

Conforme informado em um comunicado, a chegada de dezenas de milhares de migrantes nas últimas semanas levou os serviços públicos de Ceuta e Melilla ao limite. Após conversas mantidas com os presidentes das Ordens Oficiais dos Dentistas dessas cidades autônomas, o Conselho Geral dos Dentistas afirma que a situação é “complexa” devido à “escassez” de recursos disponíveis.

Ambas as Ordens afirmam que houve um aumento exponencial no número de pessoas que solicitam atendimento médico geral e odontológico, e alertam sobre as doenças infecciosas que estão se propagando devido à superlotação e à falta de higiene, como a sarna e a tuberculose.

Por esse motivo, o Conselho Geral de Odontologistas solicita ao Governo da Espanha um “reforço imediato e extraordinário” dos recursos sanitários e epidemiológicos em Ceuta e Melilha, para responder de forma adequada a essa situação.

Além disso, o Conselho considera imprescindível garantir que a assistência médica que os cidadãos desses territórios recebem habitualmente não se deteriore, uma vez que, em sua opinião, a capacidade de atendimento disponível para toda a população está sendo reduzida.

“Por isso, o Governo deve disponibilizar com urgência os recursos necessários para preservar o direito dos habitantes de Ceuta e Melilha de receberem assistência médica de qualidade e, ao mesmo tempo, para que aqueles que chegam sejam atendidos com dignidade”, acrescenta.

Por fim, o Conselho expressa toda a sua solidariedade e apoio aos cidadãos de Ceuta e Melilha e manifesta seu reconhecimento a todos os profissionais de saúde que estão enfrentando essa “grave situação” sob uma “pressão imensurável”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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