Publicado 22/05/2025 08:41

O Conselho Geral de Enfermeiros denuncia a falta de conhecimento do CESM com relação à prescrição de enfermagem e pede respeito

Archivo - Arquivo - Enfermeira colocando luvas de látex.
RAUL VALCARCEL/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 22 maio (EUROPA PRESS) -

O Conselho Geral de Enfermagem (CGE), em nome dos 345 mil profissionais que representa, pede um pouco de "seriedade, respeito à sociedade e à legislação vigente" à Confederação Estatal de Sindicatos Médicos (CEMS), depois de classificar a prescrição de enfermagem como "ilegal", quando o sindicato médico foi um dos signatários de sua regulamentação, juntamente com a Organização Médica Colegiada, o Sindicato de Enfermagem SATSE e o Ministério da Saúde.

Chama a atenção o fato de o grupo sindical presidido por Miguel Lázaro falar em "ilegalidade" ao se referir à prescrição de enfermagem - tecnicamente definida como "indicação" - e reiterar que ela representa um "risco à segurança do paciente". O Sr. Lázaro e o CESM não são verdadeiros quando falam de atos "ilegais" com o único propósito de semear a dúvida sobre as ações de enfermagem que contribuem, de forma decisiva, para o bom funcionamento do nosso sistema de saúde", afirmam em um comunicado.

Assim, destacam que a "dispensação" de medicamentos e produtos de saúde, que mencionam, é uma competência dos farmacêuticos. A prescrição de enfermagem, o "uso, indicação e autorização de dispensação", é uma competência reconhecida por lei em favor dos enfermeiros.

Por outro lado, lamenta a declaração do Fórum da Profissão Médica em reação a uma entrevista da presidente do Colégio Oficial de Enfermagem da Região de Múrcia, Amelia Corominas, na qual ela expressa argumentos e opiniões que são endossados e compartilhados por este Conselho Geral e pela Organização Colegiada como um todo.

A declaração lembra que os profissionais de enfermagem "há décadas vêm cuidando, monitorando pacientes, fazendo recomendações de saúde e promovendo estilos de vida saudáveis, avaliando as pessoas de forma abrangente, diagnosticando necessidades de saúde alteradas e aplicando intervenções, cuidados e tratamentos de enfermagem".

"Tudo isso não é novo, o que estamos buscando é o reconhecimento legal do que temos feito há muito tempo", acrescentam, lembrando que os médicos fazem diagnósticos e prescrevem tratamentos médicos e os enfermeiros fazem diagnósticos e tratamentos de enfermagem. "Eles não são mutuamente exclusivos, mas complementares e necessários para os cidadãos e as pessoas que cuidamos e atendemos", acrescentam.

ELA ATRIBUI O PROBLEMA A "CERTAS ELITES MÉDICAS".

Assim, os enfermeiros acreditam que "o problema se limita apenas à profissão de enfermagem, que certas elites médicas - não os médicos que prestam assistência médica diariamente e trabalham de forma coordenada e multiprofissional com os enfermeiros - gostariam de ter na base e não ao seu lado".

"Alguns sentem falta dos cuidados de saúde de meio século atrás e negligenciam sua obrigação de lidar com o que resta de um sistema de saúde que responda às necessidades da população", acrescenta ele, lamentando que "parte do establishment médico" esteja "determinado" a fazer a população acreditar que os enfermeiros "buscam usurpar" as funções e competências dos médicos.

"Nada poderia estar mais longe da verdade. Os profissionais de enfermagem lideram o atendimento, desempenham um papel fundamental na cronicidade e na educação em saúde, são um pilar do sistema de saúde e o que aspiram é desempenhar normalmente as funções que a legislação espanhola, com grande consenso político e social, lhes concede", explicam.

"A evolução e a sobrevivência de um sistema de saúde universal e de qualidade não podem ser defendidas com imobilismo, meias verdades e ataques a outras profissões por algo tão simples como desenvolver suas competências e colocar seus conhecimentos a serviço dos pacientes", concluem.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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